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Urnas

Nunes Marques chama urna eletrônica de “patrimônio da democracia”

Presidente do TSE classifica sistema de votação como patrimônio da democracia e destaca transparência, segurança e possibilidade de fiscalização
Por O Correio de Hoje
04/08/2026 | 16:45

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, defendeu nesta segunda-feira 3 a segurança da urna eletrônica e classificou o sistema de votação como um patrimônio da democracia brasileira. A manifestação ocorreu após ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) cobrarem uma posição mais enfática diante dos novos ataques feitos pela família Bolsonaro ao equipamento.

Ao anunciar a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, Nunes Marques afirmou que as atividades permitirão à população conhecer as etapas das eleições e verificar a segurança do sistema. A programação inclui demonstrações públicas da urna, ações educativas, visitas guiadas e esclarecimentos sobre o funcionamento da votação eletrônica.

Nunes Marques defende a segurança da uRio Grande do Nortea eletrônica, destaca a transparência do processo e classifica o sistema como patrimônio da democracia
Indicado por Jair Bolsonaro, ministro Nunes Marques defendeu sistema de votação Foto: Luiz Roberto / TSE

“O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, da informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui um patrimônio da democracia brasileira”, declarou.

Segundo o ministro, a Justiça Eleitoral continuará acessível à fiscalização da sociedade. “As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral. Transparência não é apenas um compromisso desta instituição. É um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras”, afirmou.

A defesa ocorre depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, repetir acusações já desmentidas pelo TSE. Em julho, durante uma reunião com diplomatas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) associou as urnas brasileiras à empresa Smartmatic e mencionou um suposto relatório da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) sobre fraudes eleitorais na Venezuela. A candidatura de Flávio foi oficializada pelo PL em 25 de julho.

“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse o senador na ocasião. Ele também afirmou existir uma denúncia do governo norte-americano sobre suspeitas de fraudes em votações eletrônicas, especialmente na Venezuela, e possíveis vulnerabilidades no sistema.

O TSE, no entanto, já esclareceu que as urnas utilizadas no Brasil não são fornecidas pela Smartmatic. A informação consta de uma nota publicada pela Corte em 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026.

Na abertura da semana de atividades, o TSE realizou pela primeira vez uma apresentação com a urna eletrônica aberta e mostrou o funcionamento do sistema de votação a estudantes do ensino médio do Distrito Federal.