A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026, ante 6,1% nos três primeiros meses do ano e 5,8% no mesmo período de 2025. O resultado é o menor para um trimestre encerrado em junho desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.
A população ocupada alcançou o recorde de 103,1 milhões de pessoas, com a entrada de 1,081 milhão de trabalhadores em relação ao primeiro trimestre. O número de desocupados recuou 10,9%, para 5,9 milhões, uma redução de 718 mil pessoas, segundo o IBGE.

A expansão da ocupação foi puxada pelo grupo que reúne administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais, com mais 489 mil trabalhadores, alta de 2,6%. Transporte, armazenagem e correio incorporaram outras 235 mil pessoas, crescimento de 3,9%.
O mercado de trabalho, contudo, manteve elevada participação de vínculos informais. O setor privado tinha 39,4 milhões de empregados com carteira assinada, número estável em relação ao trimestre anterior, e 13,6 milhões sem registro, alta de 2,2%. A taxa de informalidade ficou em 37,4% da população ocupada.
O rendimento médio real foi estimado em R$ 3.738, o maior para um segundo trimestre. O valor ficou estatisticamente estável diante dos R$ 3.765 registrados nos três primeiros meses do ano e apresentou crescimento de 2,8% na comparação anual. A massa de rendimentos alcançou R$ 379,7 bilhões, segundo o IBGE.
A taxa de subutilização da força de trabalho recuou de 14,3% para 12,9%, enquanto o número de pessoas desalentadas caiu 14,7%, para 2,3 milhões. O grupo reúne trabalhadores que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar uma vaga.
Apesar de ser o menor resultado para um segundo trimestre, a taxa de 5,4% não é a mínima absoluta da série. O menor índice já apurado pela Pnad Contínua foi de 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025.
Os dados acompanham a manutenção do saldo positivo no emprego formal. O Novo Caged registrou a criação de 145.161 vagas com carteira assinada em junho. No primeiro semestre, foram abertos 921.645 postos formais, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.