A Prefeitura do Natal vai realizar estudos técnicos aprofundados para identificar as causas de um recalque observado na estrutura de contenção da Avenida Getúlio Vargas, no bairro de Petrópolis, Zona Leste da capital. A análise deverá subsidiar a definição das intervenções necessárias para recuperação da área, que permanece parcialmente interditada por recomendação da Defesa Civil Municipal.
Segundo o secretário adjunto de Conservação de Natal, Lucas Gabriel, a gestão municipal já identificou a existência de uma manifestação patológica na estrutura responsável por sustentar a via, mas ainda precisa determinar a origem do problema antes de executar qualquer obra.

“Pode-se ver pelo guarda-corpo que há uma diferença de altura. A gente fez uma interdição prévia aqui para evitar que as pessoas circulassem até que a gente entenda qual foi o motivo e a causa desse problema de estrutura”, explicou em entrevista à TV Ponta Negra.
De acordo com o gestor, a Prefeitura pretende realizar estudos de solo e sondagens para produzir um diagnóstico mais detalhado da situação.
“A gente tem que ter um estudo mais aprofundado para saber a causa e, a partir daí, conseguir a solução. Um estudo de solo, uma sondagem. A gente precisa ver um relatório que seja mais minucioso para que a gente possa pensar na solução em definitivo”, afirmou.
A interdição foi adotada após vistorias da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) e da Defesa Civil identificarem sinais de comprometimento estrutural na área. Entre os indícios observados estão afundamentos em trechos das calçadas, alterações nas bases de postes, diferenças de nível entre elementos do guarda-corpo e rachaduras no muro de contenção.
O trecho afetado fica nas proximidades do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), em uma área de intensa circulação de veículos e pedestres. Por orientação da Defesa Civil, o local permanecerá isolado até a conclusão dos estudos e a definição das medidas corretivas necessárias.
Lucas Gabriel informou que o isolamento precisou ser reforçado após o descumprimento das restrições por parte de alguns usuários da via.
“É para evitar tanto o tráfego de carros quanto de pessoas até que a gente consiga entender qual foi o motivo que ocasionou essa manifestação patológica e a gente consiga pensar na solução para que seja feito o reforço estrutural aqui na área”, declarou.
A Seinfra já havia alertado que veículos estacionados no trecho interditado podem aumentar os esforços sobre a estrutura. Por isso, além da circulação de pedestres, o estacionamento também foi proibido na área.
Ainda não há prazo para a execução das obras. Segundo a Prefeitura, somente após a conclusão das sondagens, dos estudos geotécnicos e da elaboração dos laudos técnicos será possível definir a solução de engenharia adequada para a recuperação do muro de contenção e a liberação segura do trecho para a população.