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Imigração

Repórter da Globo relata racismo na imigração dos EUA durante cobertura da Copa do Mundo

Karine Alves afirmou ter sido submetida a uma revista diferenciada ao desembarcar no país; episódio ocorreu antes do início do Mundial de 2026
Redação
11/06/2026 | 16:46

A repórter Karine Alves, da TV Globo, relatou ter passado por uma abordagem racista na imigração dos Estados Unidos ao desembarcar no país para a cobertura da Copa do Mundo de 2026. O relato foi feito durante participação no programa Bom Dia Brasil, nesta terça-feira 9, em conversa com a jornalista Ana Paula Araújo.

Segundo Karine, a situação ocorreu logo após sua chegada aos Estados Unidos. Ela afirmou que, inicialmente, não compreendeu a orientação dada pelos agentes de imigração.

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Karine Alves comentou o episódio durante participação no Bom Dia Brasil, ao falar sobre a segurança para a Copa do Mundo de 2026 - Foto: Reprodução

“Quando cheguei aos Estados Unidos, não entendi direito o que estavam pedindo. Mandaram que eu levantasse o cabelo, de forma bastante ríspida. Fiquei sem reação, mas depois compreendi e obedeci”, relatou.

A jornalista disse que o procedimento é frequentemente mencionado por mulheres negras que ingressam no país e observou que colegas de trabalho não passaram pela mesma situação.

“Foi algo muito pontual, mas que outras colegas, por exemplo, não passaram por isso aqui”, afirmou.

O tema surgiu durante uma conversa sobre o esquema de segurança adotado pelas autoridades norte-americanas para a Copa do Mundo de 2026, que começou nesta quinta-feira (11). As jornalistas comentavam imagens da seleção de Senegal sendo revistada ainda na pista do aeroporto.

“A Copa nem começou e já estamos vendo esse tipo de cena, com pessoas sendo abordadas dessa forma”, disse Karine.

Nos dias que antecederam a abertura do torneio, outros episódios relacionados à entrada de estrangeiros nos Estados Unidos também repercutiram. A Federação Iraniana de Futebol acusou o governo norte-americano de cancelar a cota de ingressos destinada aos torcedores do país.

Além disso, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito melhor árbitro masculino da África em 2025, teve a entrada barrada no Aeroporto Internacional de Miami. Segundo autoridades americanas, a medida ocorreu por questões ligadas à verificação de antecedentes. Artan estava entre os profissionais selecionados para atuar na Copa do Mundo.

A edição de 2026 do torneio é realizada em três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá.