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Operação

Operação mira esquema de corrupção em contratos em Recife

Operação Check-in cumpre oito mandados de busca e apura possíveis fraudes em licitações envolvendo contratos de terceirização de mão de obra firmados em 2020
Por O Correio de Hoje
02/06/2026 | 15:26

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta terça-feira 2, a Operação Check-in para investigar um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e desvios de recursos públicos envolvendo contratos firmados com a Prefeitura do Recife. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades do Recife, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram início neste ano após a apreensão de canhotos de cheques durante a Operação Firenze. O material indicaria o pagamento de vantagens indevidas a um agente público de alto escalão da administração municipal por parte de uma empresa contratada pela prefeitura. A identidade e o cargo do servidor não foram divulgados.

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Operação Check-in, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça 2 — Foto: Divulgação/PF

As apurações apontam que as irregularidades teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra celebrados em 2020. Segundo a PF, a empresa investigada recebeu R$ 25,8 milhões da Prefeitura do Recife naquele ano, dos quais cerca de R$ 17 milhões tiveram origem em recursos federais.

Os investigadores também destacam que a empresa já mantinha contratos com o município em anos anteriores, o que levanta a suspeita de que os prejuízos aos cofres públicos possam ser superiores aos valores inicialmente identificados.

Até o momento, não houve prisões. Os investigados poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude em licitação ou contrato administrativo e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal não informou quais materiais foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados.

Em nota, a Prefeitura do Recife afirmou que não é alvo da operação e ressaltou que as investigações se referem a contratos firmados com uma empresa terceirizada em 2020. O município declarou ainda que permanece à disposição dos órgãos de controle e das autoridades para colaborar com o andamento das apurações.