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Crime

Caso Pétala: Amigos e familiares pedem justiça pela morte de menina em protesto em Natal

Mobilização reuniu dezenas de pessoas, muitas vestidas de preto e carregando balões brancos, além de faixas cobrando punição para o responsável pelo crime
Redação
29/04/2026 | 14:02

Amigos e familiares da menina Pétala Yonah, de 7 anos, realizaram um protesto na noite desta terça-feira 28 pedindo justiça pela morte da criança no conjunto Leningrado, no bairro Planalto, na Zona Oeste em Natal. A mobilização reuniu dezenas de pessoas, muitas vestidas de preto e carregando balões brancos, além de faixas cobrando punição para o responsável pelo crime.

A criança sumiu no último dia 19, quando brincava com primos. O ex-padrasto da menina, José Alves Teixeira Sobrinho foi preso no dia seguinte após confessar ter assassinado Pétala, e enterrado o corpo no quintal de casa.

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Pétala Yonah, de 7 anos. Foto: Reprodução

Durante as investigações sobre o desaparecimento da criança, a polícia chegou ao suspeito, que confessou o crime durante abordagem. A mãe da vítima havia se separado dele em dezembro do ano passado. Segundo familiares, a menina brincava com primos na tarde de domingo 19, quando desapareceu. A mãe relatou que os três filhos tinham boa relação com o ex-companheiro, que, após a separação, chegou a invadir a residência por não aceitar o fim do relacionamento.

Em depoimento à Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o suspeito afirmou que planejou inicialmente um sequestro para atingir a mãe da vítima. Ele citou objetos que teriam sido utilizados, como alicate, máscara, balaclava e spray de pimenta. Na quarta 22, a polícia informou que o crime foi premeditado e que o suspeito fez anotações em um caderno.

Em depoimento, o suspeito declarou que inicialmente iria “dar um susto” na criança. De acordo com ele, a ideia era manter a criança presa. “Eu vou dar um susto, não vou matar, deixo ela presa, aparece o boato de desaparecida, só para atingir a mãe e causar uma tristeza”.

Segundo o delegado Márcio Silva Lemos, da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o homem agiu sozinho. O homem pode pegar até 40 anos de prisão caso seja condenado por vicaricídio — se houver denúncia nesta tipificação. Durante as diligências, foram apreendidos um caderno com anotações relacionadas ao crime e dois celulares, sendo um deles encontrado no lixo.