BUSCAR
BUSCAR
Justiça

STF julga penduricalhos e analisa uso do IR como critério para limitar salários

Relatório sugere uso do Imposto de Renda como referência para diferenciar remuneração e indenização e reduzir pagamentos acima do teto
Agora RN
25/03/2026 | 07:39

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne nesta quarta-feira 25 para votar ações relacionadas ao pagamento de verbas acima do teto constitucional no serviço público.

A análise ocorre com base em relatório elaborado por uma comissão técnica com representantes dos três Poderes, que sugeriu o uso das regras do Imposto de Renda (IR) como parâmetro para definir quais verbas podem ser classificadas como indenizatórias.

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Proposta em análise

Pela proposta, a legislação do Imposto de Renda passaria a servir como referência para separar o que é remuneração, sujeita ao teto, do que pode ser considerado indenização.

A medida busca reduzir distorções e impedir que benefícios sejam utilizados para ultrapassar o limite constitucional de salários no funcionalismo.

Decisões anteriores

A discussão ocorre no contexto de decisões liminares dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam pagamentos considerados irregulares.

Impacto financeiro

Dados analisados pela comissão indicam que os pagamentos acima do teto somam bilhões de reais por ano, concentrados no topo do funcionalismo.

Na magistratura, os valores são estimados em cerca de R$ 9,8 bilhões anuais. No Ministério Público, chegam a aproximadamente R$ 7,2 bilhões.

O relatório aponta que a manutenção desse modelo pressiona o orçamento e pode reduzir a margem para investimentos em políticas públicas.

Papel do Congresso

O documento também afirma que cabe ao Congresso Nacional estabelecer uma solução definitiva para o tema, por meio de lei que regulamente de forma uniforme as verbas indenizatórias e os limites remuneratórios no serviço público.

Receba as notícias do RN no seu WhatsApp. Basta entrar no canal do Agora RN.