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Moradia

Minha Casa, Minha Vida amplia teto de renda para até R$ 13 mil e eleva valor dos imóveis

Mudanças aprovadas pelo Conselho do FGTS aumentam alcance do programa e reajustam limites de financiamento
Agora RN
24/03/2026 | 11:26

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira 24 um pacote de mudanças no Minha Casa, Minha Vida que amplia o acesso ao programa habitacional e atualiza as condições de financiamento em todo o país.

A principal alteração é o aumento do limite de renda familiar em todas as faixas. Com isso, mais famílias passam a se enquadrar nas regras do programa:

MINHA CASA MINHA VIDA
Novas regras do Minha Casa, Minha Vida ampliam renda permitida e elevam teto dos imóveis financiados Foto: Geraldo Magela/Agência Senado via Flickr
  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
  • Faixa 4: de R$ 12 mil para R$ 13 mil

Na Faixa 1, além da ampliação do teto, foi criada uma nova taxa de juros de 4,5% ao ano para famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, o que busca facilitar o acesso ao crédito habitacional para esse público.

Outro ponto importante é o reajuste nos valores máximos dos imóveis que podem ser financiados. Os limites foram ampliados em duas faixas:

  • Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil (alta de cerca de 14%)
  • Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil (aumento de 20%)

As mudanças refletem a tentativa do governo de adaptar o programa à realidade do mercado imobiliário, marcado pela valorização dos imóveis e aumento dos custos de construção.

Para viabilizar a expansão, o programa deve contar também com recursos do Fundo Social, que já tem cerca de R$ 31 bilhões destinados ao Minha Casa, Minha Vida.

Com a ampliação das faixas de renda e dos limites de financiamento, a expectativa é aumentar o número de beneficiários, incluindo famílias de classe média que antes ficavam fora das regras do programa.

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