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Passagens

Passagens aéreas sobem 15% após escalada no Oriente Médio e alta do petróleo

Pesquisa aponta aumento em rotas nacionais e repasse de custos pelas companhias diante da pressão sobre o querosene de aviação
Por O Correio de Hoje
19/03/2026 | 14:18

A escalada da guerra no Oriente Médio e a disparada do preço do petróleo já começam a pressionar o custo das viagens aéreas no Brasil. Levantamento do buscador Viajala indica que o preço médio das passagens subiu 15% entre os dias 5 e 15 de março, na comparação com o período de 18 a 28 de fevereiro, anterior ao início do conflito.

O estudo analisou 400 mil buscas de voos de ida e volta com origem nos principais aeroportos brasileiros, considerando rotas domésticas relevantes. A comparação mostra que destinos como São Paulo registraram alta de 36%, com passagens médias a R$ 1.338, enquanto Recife teve aumento de 22%, para R$ 1.497. Também houve elevação para Salvador (14%, a R$ 1.338), Fortaleza (14%, a R$ 1.710) e Rio de Janeiro (11%, a R$ 1.232).

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Pesquisa aponta aumento em rotas nacionais e repasse de custos pelas companhias diante da pressão sobre o querosene de aviação - Foto: IA

Entre as companhias aéreas, a Gol apresentou aumento médio de 17% nas tarifas, seguida pela Latam, com alta de 15%, e pela Azul, com elevação de 13%. O movimento contrasta com a tendência observada no fim de fevereiro, quando os preços vinham em queda no período pós-Carnaval.

Segundo Felipe Alarcón, diretor comercial do Viajala, o impacto do conflito sobre os preços é imediato. “A guerra leva o mundo a uma crise de combustível e energia, responsável por um terço dos preços das passagens aéreas. O impacto de um evento dessa magnitude nos preços é praticamente imediato”, afirmou.

A pressão decorre das restrições ao fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica entre Irã e Emirados Árabes Unidos por onde passa cerca de 20% da oferta global. O petróleo é a principal matéria-prima do querosene de aviação (QAV), principal custo das companhias aéreas.

No mercado internacional, empresas já iniciaram o repasse dos custos aos consumidores. O grupo Air France-KLM anunciou aumento de 50 euros em voos de longa distância, enquanto SAS e Qantas também sinalizaram reajustes. A Aerolíneas Argentinas implementou uma taxa adicional temporária de até US$ 50 em voos internacionais para compensar o encarecimento do combustível.

Para Alarcón, a tendência é de manutenção da volatilidade. “Essas cobranças são anunciadas como ‘temporárias’, mas não têm prazo definido para acabar, já que os desdobramentos da guerra são incertos. Se você tem uma viagem planejada para os próximos meses, a recomendação é pesquisar e comprar o quanto antes”, disse.

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