A expansão do comércio eletrônico tem antecipado a ocupação de galpões logísticos no Brasil e sustentado a valorização dos ativos. Levantamento da consultoria Binswanger Brazil mostra que cerca de um terço dos 3,7 milhões de metros quadrados de condomínios logísticos e industriais previstos para 2026 já está pré-locado, antes mesmo da entrega dos empreendimentos.
O percentual indica aceleração em relação ao início de 2025, quando a taxa era menor, e reforça a tendência de crescimento ao longo deste ano. “Ao longo de 2025 como um todo, a média de pré-locações chegou a 50%. Este ano, a tendência é de a fatia crescer conforme 2026 avança”, afirma Paulo Izuka, responsável pela área de projetos da Landsight, braço de inteligência de mercado do grupo.

A pressão da demanda também se reflete nos preços. O valor pedido por metro quadrado nos novos empreendimentos já alcança R$ 35, acima da média atual de R$ 29. A expectativa é que o preço médio ultrapasse R$ 30 ainda no primeiro trimestre, sustentado pela absorção antecipada dos espaços e pela limitação de oferta em determinadas regiões.
Do total projetado para este ano, a região Sudeste concentra a maior parte do novo estoque, com 2,1 milhões de metros quadrados, seguida pelo Nordeste, com 855 mil metros quadrados. A distribuição reflete tanto a concentração econômica quanto o avanço de novos polos logísticos impulsionados pelo consumo digital.
O desempenho recente do setor reforça o ciclo de expansão. Em 2025, o mercado brasileiro recebeu 3,2 milhões de metros quadrados de galpões, segundo maior volume da série histórica, atrás apenas de 2022. A taxa de vacância caiu para 7,5%, o menor nível já registrado, consolidando um ambiente de alta ocupação e valorização dos ativos logísticos.
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