O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern), Amaro Sales, defendeu mais investimento na área da segurança pública para garantir a sobrevivência do setor empresarial no estado e o desenvolvimento econômico. Amaro participou, na manhã desta segunda-feira, 3, em Natal, de um seminário sobre segurança pública e cidadania.
De acordo com o empresário, a insegurança constante tem gerado custos altos para a classe empresarial, que se vê obrigada a garantir a própria segurança, com a contratação de empresas de segurança e a obtenção de equipamentos tecnológicos, como sistema de monitoramento de câmeras.

“Nós entendemos que as empresas, a indústria e o comércio têm, atualmente, um acréscimo no seu custo operacional, que é garantir a segurança dos seus colaboradores e do seu patrimônio”, destacou.
Para o presidente da Fiern, é muito importante debater o tema. “É discutindo que encontramos respostas e esperamos que a gente possa encontrar algum caminho mais próximo para garantir uma segurança pública de maior qualidade”, defendeu.
Para Amaro Sales, a questão da segurança interfere diretamente na economia do estado. Ele defende que para que as empresas possam se instalar elas precisam ter no seu portfólio, o quesito segurança. Este fator é indispensável para a atração de empresas de outros estados e até mesmo de outros países.
CONHECIMENTO A SERVIÇO DA SEGURANÇA
Também participando do evento, a reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ângela Paiva, acredita que o conhecimento científico e as tecnologias geradas na universidade tem que estar disponíveis como bens, produtos para a sociedade, garantindo melhorias para a qualidade de vida e gerando desenvolvimento econômico, promoção de bens e cidadania.
“O tema da segurança e da cidadania estão intrinsecamente ligados. A UFRN, bem como as universidades do estado e do Brasil, têm gerado conhecimento sobre a violência, sobre a criminalidade e sobre os direitos humanos. Esses assuntos e essas contribuições precisam ser dadas à sociedade.
Ângela Paiva destacou também o quadro elevado de violência do Brasil e do estado. Segundo ela, a UFRN é a principal interessada no assunto, principalmente por formar pessoas que podem contribuir com a sociedade.
“A UFRN tem a grata satisfação em promover esse debate com especialistas , não só da área de segurança, na área profissional, da administração pública, mas também pesquisadores que buscarão trazer contribuições daquilo que sabem que conhecem que pode estar disponível para os gestores dessa área de segurança”, comentou.
Alvo também dos criminosos, a UFRN tem investido substancialmente para garantir mais segurança à sua comunidade acadêmica. A reitora explica que os investimentos tem ocorrido de forma sistemática e que a segurança dentro da universidade tem sido pensada de forma estratégica.
A implantação de aparatos tecnológicos, treinamento de pessoal e parcerias com órgãos de segurança, como a Polícia Militar tem surtido resultados. Transpondo do micro para o macro, a representante da UFRN acredita que o combate à insegurança é uma questão de união de forças, com diferentes frentes agindo em conjunto.
A UFRN tem trabalhado tanto de forma orgânica, quanto de forma técnica. Visamos a melhoria da infraestrutura, trabalhamos muito menos com pessoas do que com aparato tecnológicos, usando a tecnologia e a inteligência para ajudar os homens”, argumentou.