A influenciadora e empresária Virginia Fonseca, de 27 anos, foi citada em uma reportagem da revista Piauí que relata a existência de uma apuração baseada em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo a publicação, a análise busca esclarecer operações financeiras envolvendo a influenciadora e empresas ligadas a ela, incluindo a origem dos recursos movimentados e a regularidade das transações. A reportagem menciona que os documentos financeiros analisados levantaram questionamentos sobre movimentações registradas por empresas do grupo empresarial de Virginia.

Entre os casos citados está a Talismã Digital, que, conforme a revista, teria recebido R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024, principalmente por meio de transferências via PIX e TED. A publicação afirma que o volume das operações chamou atenção dos órgãos de controle devido ao perfil tributário de uma das empresas responsáveis pelos repasses.
A reportagem também menciona movimentações financeiras envolvendo a Wpink Suplementos Nutricionais e a Wepink Cosméticos. De acordo com os dados apresentados pela revista, relatórios encaminhados ao Coaf apontaram elevados volumes de créditos e débitos nas contas das empresas, além de operações consideradas atípicas pelo sistema de monitoramento financeiro.
Os advogados da influenciadora negaram qualquer irregularidade. Segundo a defesa, todas as operações possuem documentação fiscal correspondente, foram declaradas aos órgãos competentes e seguem as normas legais. Os representantes também apresentaram explicações para as movimentações destacadas na reportagem.
Pouco antes da divulgação da matéria, Virginia publicou um longo desabafo nas redes sociais, afirmando estar cansada dos julgamentos que recebe ao longo de sua trajetória pessoal e profissional. Sem citar diretamente a reportagem, ela declarou que suas empresas foram construídas “do zero” e que os resultados obtidos passaram a ser questionados nos últimos anos.
“Quando construí empresas do zero, fui julgada. Me lembro de quando diziam que não duraria um ano. Depois que era barato demais. Depois que era sorte. E quando já não existia mais o que dizer, começaram a questionar os métodos, os números e os resultados”, escreveu.

A influenciadora também afirmou que os números de seus negócios passam por auditorias independentes. Segundo ela, as empresas são auditadas pela BDO, uma das maiores companhias de auditoria do mundo.
“Os números das empresas que construímos com tanto trabalho passaram a ser questionados, mesmo sendo auditados por uma das maiores empresas de auditoria”, declarou.
Até o momento, não há informação sobre denúncia ou condenação relacionada ao caso. A apuração mencionada pela revista ocorre no contexto de análises de inteligência financeira e ainda depende de eventuais desdobramentos por parte das autoridades competentes.
O nome de Virginia já havia sido citado anteriormente na CPI das Bets. Em 2025, a comissão aprovou um requerimento para obtenção de relatórios financeiros referentes às movimentações da influenciadora entre janeiro de 2023 e abril de 2025. Na ocasião, sua defesa sustentou que todas as operações realizadas por ela e por suas empresas eram lícitas.