Vereadores que integram a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Natal farão uma visita de fiscalização no Hospital Araken Pinto para averiguar a situação da unidade. De acordo com o vereador Herberth Sena (PSDB), presidente da comissão, a visita deverá ocorrer no dia 7 de agosto, após a volta do recesso parlamentar.
O anúncio ocorre após o prefeito Álvaro Dias (Republicanos) anunciar que vai contratar uma empresa para auditar gastos da Secretaria Municipal de Saúde. Em entrevista à 98 FM, o prefeito disse na última quarta-feira 26 que parece haver “alguma coisa errada” na pasta, diante dos relatos de servidores de falta de insumos básicos em unidades de saúde do município mesmo com a prefeitura gastando bem mais do que o mínimo que a Constituição obriga.

Falta medicamentos no Hospital Araken Pinto
Segundo Herberth Sena, a falta de medicamentos e outros itens já havia sido identificada pela Comissão de Saúde em visitas de fiscalização a estabelecimentos de saúde de Natal. Ele atribui a falta dos insumos a dificuldades financeiras provocadas pelo aumento no custo de mão de obra e de medicamentos.
“Após a pandemia, os preços foram elevados. Hoje uma dipirona praticamente está o triplo do preço. As coisas não voltaram a ser como antes. No pós-pandemia o preço está elevado. Além disso, só este ano foram abertas duas unidades de saúde na Zona Norte de Natal. Com isso aumenta a mão de obra, a questão dos insumos. É um gasto elevado no montante da secretaria”, afirmou Herberth Sena.
O vereador disse aprovar a contratação de uma auditoria para auxiliar a gestão municipal na racionalização dos gastos em saúde.
“Eu acho que a auditoria pode unificar serviços, pode centralizar algumas informações. Isso vem para melhorar o serviço de saúde. Na última prestação de contas, o secretário (George Antunes) disse que, com a elevação de custo e serviços terceirizados, eles estavam buscando unificar serviços e fechar alguns. Automaticamente, quando unifica, não vai ser do mesmo jeito”, declarou o presidente da Comissão de Saúde.
Vereador aponta alto fluxo no Hospital Araken Pinto e outros hospitais de Natal
Herberth Sena afirma, ainda, que é necessário rever o fluxo de pacientes de outras cidades para Natal, o que congestiona o atendimento em unidades de saúde da capital potiguar. Ele disse que, atualmente, unidades de pronto-atendimento e hospitais de Natal atendem a pacientes que moram em cidades como Parnamirim, Extremoz, Ceará-Mirim e até Maxaranguape e Macau, que ficam mais distantes da capital.
O presidente da Comissão de Saúde reclamou, também, do atraso por parte do Governo do Estado no repasse de verbas para a prefeitura. “A dívida é grande. Mas pode ser resolvido través de acordos”, declarou.

Servidores denunciam supostos atos de assédio moral no Hospital Araken Pinto
Em janeiro, servidores da saúde de Natal realizaram, em frente ao Hospital Araken Pinto, um protesto para denunciar supostos atos de assédio moral dentro da unidade. Além de promover o ato, o Sindsaúde, sindicato da categoria, está pedindo uma reunião com a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), a direção da maternidade e uma comissão de trabalhadores para tratar do tema.
Segundo o Sindsaúde, o protesto ocorreu na maternidade porque o local foi cenário de dois casos de assédio moral e perseguição contra trabalhadores da saúde. Segundo os relatos, a diretora médica, além de transferir arbitrariamente servidores (especialistas em obstetrícia) que denunciaram más condições de trabalho na unidade, mandou destruir a copa dos enfermeiros da Central de Material do Centro Cirúrgico, também sem justificativa plausível.
