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Política

“Vamos sacrificar o Brasil por causa do Bolsonaro? Ele que deveria estar se sacrificando pelo Brasil”, diz Haddad

Em entrevista, Fernando Haddad criticou a tentativa da família Bolsonaro de intermediar crise com os EUA e chamou de “abjeto” o comportamento de Tarcísio de Freitas.
Redação
17/07/2025 | 15:08

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elevou o tom ao comentar os impactos da ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast publicada nesta quarta-feira 16, Haddad classificou como “inversão de valores” a tentativa da família Bolsonaro de se apresentar como interlocutora na crise comercial com os EUA.

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante entrevista em que comentou sobre tarifas anunciadas por Donald Trump contra produtos brasileiros. - Foto:

Segundo o ministro, o apoio explícito de Trump a Jair Bolsonaro — citado na carta em que o presidente americano anuncia as novas tarifas — não pode ser tratado como assunto pessoal ou político.

“A gente já viu filmes de guerra. Um soldado se sacrificar por um país é coisa rotineira. Mas um soldado sacrificar o seu país por si mesmo é uma coisa que vai dar uma série de TV. Não é possível uma coisa dessas. Vamos sacrificar o Brasil por causa do Bolsonaro? Ele que devia estar se sacrificando pelo Brasil”, disse Haddad.

O ministro afirmou que a família Bolsonaro está “toda articulada em torno de si mesma e não tem uma palavra de nenhum membro em proveito do país”. Afirmou ser uma família que é “problema para o país inteiro” e que “eles produziram a situação”.

O ministro também criticou duramente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por se alinhar a Bolsonaro diante da crise. Para Haddad, o comportamento de Tarcísio é “indigno” de quem tem pretensões políticas nacionais.

“Não pode se comportar como um vassalo de outro país, como se fosse um serviçal. Isso é abjeto”, afirmou, destacando que a negociação com os EUA deve ser conduzida pelo governo federal.

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