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Educação superior

UFRN corre risco de encerrar ano com déficit de até R$ 20 milhões

O reitor da UFRN apontou reduções contínuas no orçamento concedido pelo Governo Federal como a principal causa do défict
Redação
08/03/2024 | 14:13

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) enfrenta um desafio financeiro considerável, podendo registrar um déficit de R$ 20 milhões até o final de 2024. O reitor da instituição, José Daniel Diniz, apontou reduções contínuas no orçamento concedido pelo Governo Federal como a principal causa desse cenário preocupante. De acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024, o orçamento da UFRN, assim como o de outras universidades federais, está em declínio em comparação ao ano anterior, com uma possível redução de R$ 100 milhões, passando de R$ 2 bilhões em 2023 para R$ 1,9 bilhão em 2024.

Embora o Ministério da Educação tenha prometido equiparar o orçamento deste ano ao de 2023, isso não soluciona completamente a questão, e apenas uma suplementação financeira pode evitar que a UFRN encerre o ano com déficit. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) está pleiteando junto ao Governo Federal uma suplementação de R$ 2,5 bilhões para cobrir despesas essenciais, incluindo custos operacionais e auxílios aos estudantes de todas as universidades federais.

Agora em Debate Jose Daniel Diniz Reitor da UFRN 29
Reitor da UFRN diz que instituição corre risco de encerrar ano com déficit de até R$ 20 milhões - Foto: Agora RN

José Daniel Diniz ressaltou a complexidade de estimar o déficit, destacando a necessidade de uma avaliação criteriosa para determinar as ações prioritárias, como a manutenção predial. Sem suplementação, estima-se que o déficit de 2024 para 2025 varie de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões na UFRN. O reitor expressa esperança em uma possível suplementação no meio do ano, durante a revisão orçamentária do Governo Federal.

O reitor assegurou, no entanto, que não haverá cortes de pessoal ou mudanças nos contratos terceirizados. Ele destaca a priorização dos pagamentos, com os estudantes bolsistas e os terceirizados sendo tratados como prioridade. No entanto, a falta de recursos suficientes resulta em contas em aberto, afetando áreas como energia e aquisição de materiais para atividades acadêmicas e laboratoriais.

Diniz explicou que a universidade trouxe para 2024 um déficit de R$ 2 milhões, devido ao orçamento insuficiente do ano anterior. Com o orçamento previsto para este ano, o funcionamento das instituições se tornaria inviável, especialmente diante da perspectiva de aumento nos gastos com contratos terceirizados e energia. A recuperação anunciada pelo ministro da Educação traz certo alívio, mas a situação ainda exige uma reavaliação completa para determinar o impacto real.