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Polícia

Turista argentina acusada de injúria racial no Rio diz estar com medo após decisão da Justiça

Investigada por ofensas a funcionário de bar em Ipanema, advogada teve passaporte apreendido e passará a usar tornozeleira eletrônica
Redação
18/01/2026 | 17:04

A turista argentina Agostina Paés, investigada por injúria racial contra um funcionário de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, afirmou estar com “medo” após o caso ganhar repercussão. Em entrevista ao jornal argentino Info Del Estero, ela disse que apagou suas redes sociais depois de passar a receber ameaças e ofensas de brasileiros.

No sábado (17), por determinação da Justiça do Rio de Janeiro, Agostina teve o passaporte apreendido e foi submetida a medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica. A turista, que é advogada e influenciadora digital na Argentina, relatou ao veículo estrangeiro que a legislação brasileira trata crimes de racismo e discriminação com rigor, o que, segundo ela, explica a gravidade da situação.

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Turista argentina teve o passaporte apreendido e foi submetida a medidas cautelares após denúncia de injúria racial em bar de Ipanema Foto: Reprodução

Ao apresentar sua versão, Agostina afirmou que a confusão teve início após uma divergência sobre a conta do bar. Segundo ela, o valor foi pago integralmente, mas, ao deixarem o local, funcionários teriam debochado do grupo, feito gravações e tocado em partes íntimas, o que teria provocado sua reação. Ela admitiu, no entanto, que não deveria ter se manifestado daquela forma.

A investigada também informou que contratou um advogado no Brasil, que solicitou acesso às imagens das câmeras de segurança do estabelecimento.

Relembre o caso
De acordo com a Polícia Civil, o funcionário procurou a delegacia na quarta-feira (14) e relatou ter sido alvo de ofensas racistas. Segundo o depoimento, a turista apontou o dedo para ele e utilizou o termo “negro” de forma pejorativa e discriminatória.

Ainda conforme o relato, após a discussão sobre a cobrança, o funcionário pediu que a mulher aguardasse enquanto verificava as imagens do sistema interno. Nesse momento, segundo a vítima, ela passou a proferir insultos racistas. O episódio foi gravado, e as imagens mostram a turista imitando gestos de macaco e emitindo sons em direção ao funcionário.

Após a denúncia, a polícia iniciou diligências para localizar a suspeita. No sábado (17), Agostina compareceu à delegacia para prestar depoimento, teve o passaporte retido e foi encaminhada para os procedimentos necessários à colocação da tornozeleira eletrônica. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os fatos.