Às vésperas de se encontrar com Donald Trump, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reafirmou que o país não cederá territórios à Rússia para encerrar a guerra. Em postagem na rede X na noite de domingo 17, ele declarou que os ucranianos “estão lutando por sua terra, por sua independência”.
A manifestação de Zelensky ocorre após Trump pressionar o presidente ucraniano a aceitar um acordo que encerraria o conflito, desde que a Crimeia permanecesse sob controle russo e a Ucrânia desistisse do processo de adesão à Otan. Trump afirmou que Zelensky poderia encerrar a guerra “quase imediatamente, se quiser”.

Zelensky respondeu que a paz deve ser duradoura, lembrando que a cedência da Crimeia e partes do Donbas no passado não impediu novos ataques russos. “Assim como os ucranianos não cederam Kyiv, Odesa ou Kharkiv depois de 2022, não cederemos nossa terra agora”, reforçou.
O presidente ucraniano já está em Washington, onde se encontrará com Trump nesta segunda-feira (18), às 14h15 (horário de Brasília). O encontro inclui também sete líderes europeus, entre eles Emmanuel Macron (França), Keir Starmer (Reino Unido), Friedrich Merz (Alemanha) e Giorgia Meloni (Itália).
Segundo fontes internacionais, a Rússia estaria disposta a abrir mão de cerca de 20% dos territórios que atualmente ocupa, mas somente se a Ucrânia aceitar que Donetsk e Lugansk sejam anexados ao país. A Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, não é reconhecida como parte do território russo por Kiev nem pela comunidade internacional.
O encontro desta segunda será o segundo entre Zelensky e Trump desde o início da guerra, após o primeiro, em fevereiro, ter terminado de forma abrupta.