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Investigação
STJ abre inquérito para investigar supostos atos da Lava-Jato contra ministros
O presidente do STJ viu indícios no sentido de intimidar e investigar ministros da Corte pela força-tarefa de Curitiba da operação; por lei, procuradores de 1ª instância são proibidos de investigar ministros
Valor Econômico
19/02/2021 | 19:21

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta sexta-feira (19), a abertura de inquérito para apurar supostos atos praticados pela força-tarefa da “Operação Lava-Jato” em Curitiba no sentido de intimidar e investigar ministros da Corte.

Procuradores de primeira instância são proibidos por lei de investigar ministros de tribunais superiores. O presidente do STJ, ministro Humberto Martins, viu indícios da prática no material apreendido pela “Operação Spoofing”.

As conversas trocadas entre os integrantes da força-tarefa foram tornadas públicas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski e compartilhadas com a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na portaria que instaura o inquérito, Martins diz ser preciso “apurar os fatos e as infrações, em tese delituosos, relacionados às tentativas de violação da independência jurisdicional e de intimidação de ministros do STJ”.

O presidente do tribunal diz que, pelo teor das mensagens, há indícios de que a força-tarefa teria sugerido, por exemplo, pedir à Receita Federal uma análise patrimonial dos ministros que integram as turmas criminais do STJ.

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