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Saúde

Sindsaúde denuncia falta de equipamento que reduz risco de contaminação nas UTIs do Walfredo Gurgel

Segundo o sindicato, unidades estão há mais de um mês sem sistema de aspiração fechada, utilizado para proteger pacientes e profissionais de saúde
Redação
28/07/2026 | 16:55

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (Sindsaúde/RN) denunciou que as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal, estão há mais de um mês sem o dispositivo de aspiração fechada, conhecido como QINPOT. Segundo a entidade, a falta do equipamento aumenta o risco de contaminação de profissionais de saúde e pacientes.

De acordo com o sindicato, o dispositivo é utilizado para reduzir a formação de aerossóis durante procedimentos de aspiração em pacientes internados, além de minimizar o contato direto com secreções e diminuir o risco de contaminação cruzada.

Sistema de aspiração fechada (QINPOT), equipamento utilizado em Unidades de Terapia Intensiva para diminuir a formação de aerossóis e reduzir o risco de contaminação de pacientes e profissionais de saúde
Dispositivo de aspiração fechada (QINPOT), utilizado em pacientes internados em UTIs para reduzir o risco de contaminação durante procedimentos Foto: Divulgação

Ainda segundo o Sindsaúde/RN, a ausência do material estaria relacionada à falta de pagamento à empresa responsável pelo fornecimento do equipamento. A entidade afirma que, enquanto o problema não é resolvido, os profissionais seguem atuando sem a proteção considerada adequada para esse tipo de procedimento.

A denúncia se soma a outras críticas feitas pelo sindicato sobre as condições de funcionamento da maior unidade de urgência e emergência do estado. Entre elas, UTIs interditadas por problemas estruturais, obras paralisadas no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) e dificuldades recorrentes relacionadas ao fornecimento de alimentação.

Para o Sindsaúde/RN, a situação representa um risco para trabalhadores e pacientes e evidencia a precarização das condições de trabalho na unidade.

O sindicato cobrou providências do Governo do Estado e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) para restabelecer o fornecimento do equipamento e garantir condições adequadas de segurança aos profissionais.