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Educação

Secretário destaca ações socioeducativas entre presos no RN

Cerca de 700 presos estudam, atualmente, no sistema penitenciário do Rio Grande do Norte
Redação
05/11/2021 | 08:06

O titular da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, comemora as ações e medidas socioeducativas para reabilitar detentos do sistema prisional do Rio Grande do Norte. No comando da pasta desde março de 2019, o amazonense de 61 anos revelou os desafios do início da sua gestão: “Antes de chegarmos, o Rio Grande do Note era o último estado da federação em trabalho e educação no sistema prisional, então tivemos que iniciar um trabalho de convencer os servidores que era necessário levar educação e capacitação profissional aos presos.”

Pedro Florêncio acrescenta: “O sistema prisional não passa só por manter o prisioneiro preso, mas passa principalmente por levar as ações que a lei determina, como educação, capacitação profissional, assistência religiosa (capelania), assistência médica e odontológica, e claro, manter a disciplina e a ordem. Sem isso, nenhuma das ações que implementamos pode acontecer.”
Segundo informações da SEAP, existem cerca de 700 prisioneiros estudando o ensino fundamental ou o ensino médio nas 17 unidades prisionais do estado. Além disso, mais de trinta presos fazem o ensino à distância em instituições como o IFRN e a Ufersa.

Secretário destaca ações socioeducativas entre presos no Rio Grande do Norte
Secretário Pedro Florêncio defende participação de empresas privadas. Foto: Divulgação

Sobre a empregabilidade para detentos, Pedro Florêncio revela ações que beneficiaram cerca de 1.500 deles: “Nós fizemos um convênio com o Senai e oportunizamos mais de 12 cursos de capacitação profissional para os presos, que ganham um certificado de conclusão.” Os cursos oferecidos variam de padeiro a pintor.

Com relação aos serviços de detentos em hospitais, o que tem ocorrido, o secretário também destaca o valor dessas ações: “Uma coisa é o preso limpar e capinar o terreno de uma cadeia, outra coisa é o limpar e fazer a manutenção de hospital, onde pessoas da sociedade, familiares e amigos dele são internados. Eles estarão limpando e capinando um lugar onde as pessoas que eles agrediram no crime vão estar sendo beneficiadas. O valor social disso não se pode medir. O preso se sente gente, e sente que está fazendo algo de valor, tendo a compreensão da importância do trabalho que está fazendo.”

O secretário ainda defendeu a participação de empresas privadas no processo de reabilitação dos presos: “O Estado conta com a parceria da sociedade civil na ressocialização dos presos, porque a responsabilidade sobre a segurança pública é de todos. Se eu, um empresário, dou uma vaga de emprego a um reabilitado, eu estou contribuindo, fazendo com que aquela pessoa não volte a praticar um crime de novo. É um assalto ou roubo que está sendo evitado.”