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Saúde

Saúde adota inteligência artificial no País

Hospitais privados e unidades de maior porte lideram adoção de ferramentas de IA no país
Por O Correio de Hoje
14/05/2026 | 12:53

Quase um em cada cinco estabelecimentos de saúde do Brasil já utiliza ferramentas de inteligência artificial em suas rotinas. É o que aponta uma pesquisa divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil. Segundo o levantamento, 18% das unidades de saúde brasileiras relataram utilizar algum tipo de tecnologia baseada em IA.

O estudo mostra que a adoção é mais avançada entre instituições privadas, onde o índice chega a 25%, enquanto na rede pública o percentual é de 11%. A pesquisa buscou mapear o estágio de digitalização dos serviços de saúde e compreender como ferramentas tecnológicas vêm sendo incorporadas ao atendimento médico e à gestão hospitalar. Ao todo, foram ouvidas 3.270 unidades de saúde em diferentes regiões do Brasil. As entrevistas foram realizadas por telefone e complementadas com questionários aplicados pela internet.

female doctor with smart glasses touching virtual screen medical technology
Inteligência artificial já faz parte da rotina de quase um em cada cinco estabelecimentos de saúde brasileiros, segundo pesquisa

Os dados indicam que hospitais de maior porte lideram o uso de inteligência artificial. Entre estabelecimentos com mais de 50 leitos, 31% afirmaram utilizar IA, percentual mais de dez pontos acima da média nacional. Na sequência aparecem os Serviços de Apoio à Diagnose e Terapia (SADT), que registraram índice de 29%.

Já entre unidades com até 50 leitos e estabelecimentos sem internação, o percentual ficou em 17%. Segundo o levantamento, as ferramentas mais utilizadas atualmente são aplicativos de IA generativa, como ChatGPT e Gemini. Cerca de 76% dos estabelecimentos que utilizam IA afirmaram empregar esse tipo de recurso em suas atividades.

Outras aplicações frequentes incluem ferramentas de processamento e análise de linguagem escrita ou falada, utilizadas por 52% das unidades, além de sistemas voltados à automação de fluxos de trabalho, presentes em 48% dos serviços pesquisados.

A pesquisa também identificou crescimento do uso de tecnologias de reconhecimento de fala, adotadas por 26% das instituições. Já o reconhecimento e processamento de sinais e imagens aparece em 17% dos estabelecimentos, enquanto sistemas de aprendizado de máquina foram citados por 15%. Nos hospitais de maior porte, a presença de plataformas de IA generativa é ainda mais elevada. Entre instituições com mais de 50 leitos, 85% das unidades que utilizam inteligência artificial relataram empregar aplicativos como ChatGPT e Gemini.

Além do atendimento médico, a tecnologia vem sendo usada principalmente para organização administrativa e otimização de processos internos. Segundo o estudo, 45% das unidades utilizam IA para organizar processos clínicos e administrativos.

Outras finalidades mencionadas incluem melhorias em segurança digital, apontadas por 36% dos entrevistados; aumento de eficiência nos tratamentos, citado por 32%; apoio logístico, com 31%; gestão de recursos humanos e recrutamento, com 27%; auxílio em diagnósticos médicos, com 26%; e apoio na dosagem de medicamentos, com 14%. Entre hospitais com internação e mais de 50 leitos, a principal prioridade relacionada ao uso da IA é a segurança digital.