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Segurança

Sarrubbo diz que meta será asfixiar facções criminosas com “força do Estado”

Procurador-geral de Justiça de São Paulo aceitou convite de Ricardo Lewandowski e será novo secretário de Segurança
Redação
19/01/2024 | 08:11

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Sarrubbo, escolhido pelo novo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para comandar a Secretaria Nacional de Segurança Pública, afirmou nesta quinta-feira 18 que uma das duas principais metas é asfixiar as facções criminosas, especialmente o PCC.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Sarrubbo diz que aposta em inteligência e na integração entre o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e as polícias para combater a criminalidade em âmbito nacional.

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Sarrubbo disse que quer levar para a Secretaria Nacional de Segurança Pública algumas das expertises do MP de SP. Foto: MP-SP / Reprodução

“A gente vai trabalhar para melhorar a situação de segurança e produzir resultados mais expressivos. Essa é uma preocupação do ministro. É necessário que se faça isso com diálogo, com inteligência e seguindo parâmetros de um Estado Democrático de Direito. É um meio termo que a gente tem que buscar: a força do Estado no combate ao crime com respeito absoluto aos direitos humanos, à integridade e dignidade da pessoa”, afirmou.

Sarrubbo disse ainda que foi o escolhido para o cargo em razão de seu perfil. “Na visão dele [Lewandowski] e do próprio governo, o País está enfrentando problemas com a segurança pública e é preciso alguém que possa articular junto com o ministro uma maior integração das forças de Estado no combate à criminalidade como um todo, sob todos os prismas”.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo disse que quer levar para a Secretaria Nacional de Segurança Pública algumas das expertises do MP de São Paulo, como a proposta de atuação em uma “tríplice vertente”: “Pensar na criminalidade como um todo, o crime organizado; a corrupção de agentes públicos e, principalmente, seguir o dinheiro”.

“Quando a gente pensa na criminalidade de rua, crime organizado, a gente precisa trabalhar sempre inteligência, com informações. É muito aquela questão da tríplice vertente. Temos que pensar na criminalidade como um todo, o crime organizado; a corrupção de agentes públicos e, principalmente, seguir o dinheiro – para onde vai o celular furtado, a mercadoria roubada. A partir do instante em que a gente corta o fluxo financeiro, que a gente sabe para onde estão indo os celulares que estão sendo roubados nas cidades, para onde vai o lucro das organizações que atuam na Amazônia é ai que a gente vai avançar nesse combate. Essa é a experiência que a gente tem aqui um pouco de São Paulo que a gente acredita que em âmbito nacional pode trazer resultados expressivos”, enfatiza o novo secretário.

Ele reconhece o desafio de coordenar e dialogar com as polícias de todo o País. Pretende encontrar pontos de convergência e não descarta propor mudanças na legislação para combater o crime, mas assinala que elas devem ser pontuais e cautelosas.

“Se a segurança pública fosse só um problema legislativo, já teria sido resolvido há muitos anos. Tem muito esse debate de saidinha de preso, câmeras, mas não são necessariamente o grande problema da segurança pública. A Segurança Pública é muito mais ampla, tem um contexto social muito grande”, avalia.