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Saúde capilar

Saiba quais hábitos noturnos aumentam a queda dos cabelos

Fronhas de algodão, dormir com os cabelos molhados e noites mal dormidas estão entre os fatores que podem comprometer a saúde capilar
Por O Correio de Hoje
18/06/2026 | 13:01

Perder alguns fios de cabelo diariamente faz parte do ciclo natural de renovação capilar. Especialistas explicam que a eliminação de aproximadamente 50 a 100 fios por dia é considerada normal. No entanto, quando a quantidade parece aumentar de forma persistente, especialmente após uma noite de sono, determinados hábitos cotidianos podem estar contribuindo para o problema.

Além de fatores genéticos, hormonais e alimentares, profissionais da área de saúde capilar apontam que aspectos relacionados à rotina noturna exercem influência direta sobre a resistência dos fios. Entre eles estão o material utilizado nas fronhas, a posição adotada para dormir, o hábito de deitar com os cabelos molhados e até mesmo a qualidade do sono.

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Material da fronha, posição ao dormir e qualidade do sono estão entre os fatores que podem afetar a resistência dos fios durante a noite - Foto: Magnific

Informações divulgadas pelo portal espanhol OkDiario, por meio da seção “Metabolic”, indicam que o uso de fronhas de algodão, bastante comum nas residências, pode favorecer danos à estrutura dos fios. Segundo especialistas citados pela publicação, o tecido gera atrito constante entre o cabelo e a superfície do travesseiro durante os movimentos realizados ao longo da noite.

Embora esse atrito não provoque a queda dos fios diretamente pela raiz, ele pode enfraquecer a haste capilar. Como consequência, aumentam os episódios de quebra, surgimento de pontas duplas e a sensação de redução no volume dos cabelos. Outro fator apontado pelos especialistas é a capacidade do algodão de absorver parte da umidade natural dos fios, contribuindo para o ressecamento e tornando-os mais suscetíveis a danos.

Por esse motivo, materiais como seda e cetim costumam ser recomendados para quem busca reduzir a agressão mecânica causada pelo contato prolongado dos cabelos com o travesseiro. Essas superfícies apresentam menor atrito e permitem um deslizamento mais suave dos fios durante o sono.

A forma como a pessoa dorme também pode influenciar a saúde capilar. Permanecer por longos períodos na mesma posição durante a noite gera pontos de pressão contínua sobre determinadas áreas da cabeça. Segundo especialistas, esse fator pode contribuir para o enfraquecimento localizado dos fios e favorecer a queda em regiões específicas.

Para minimizar esse efeito, a orientação é alternar a posição ao longo da noite sempre que possível. Dormir de costas também pode ajudar a distribuir melhor a pressão exercida sobre o couro cabeludo.

Outro hábito frequentemente associado a danos capilares é ir para a cama com os cabelos ainda molhados. Quando absorve água, a fibra capilar sofre alterações temporárias em sua estrutura, tornando-se mais inchada e menos resistente. Nessa condição, o atrito contra travesseiros e roupas de cama pode provocar quebra com maior facilidade.

Além dos danos mecânicos, a permanência prolongada da umidade no couro cabeludo pode provocar desequilíbrios no microbioma da pele. Esse ambiente favorece irritações e pode comprometer as condições ideais para a manutenção da saúde dos folículos capilares.

A qualidade do sono também aparece entre os fatores relacionados à saúde dos cabelos. Especialistas destacam que noites mal dormidas podem elevar os níveis de cortisol, hormônio associado ao estresse. O aumento persistente dessa substância pode interferir no ciclo natural de crescimento dos fios e acelerar a fase de queda.

Por isso, manter horários regulares para dormir e garantir entre sete e oito horas de sono por noite são medidas consideradas importantes para favorecer os processos de regeneração celular e contribuir para a manutenção da saúde capilar.

Além desses fatores, outros hábitos noturnos podem aumentar o risco de danos aos fios. Entre eles estão o uso frequente de penteados muito apertados, como rabos de cavalo e coques, a falta de higienização adequada das roupas de cama, ambientes excessivamente secos e a aplicação de produtos capilares pesados pouco antes de dormir.

Especialistas alertam que sinais como queda superior a 100 fios por dia, afinamento visível dos cabelos ou mudanças repentinas no padrão capilar devem ser avaliados por um médico dermatologista. Nesses casos, pode ser necessária uma investigação para identificar possíveis deficiências nutricionais, alterações hormonais ou doenças que afetem diretamente o crescimento e a manutenção dos fios.