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Política Nacional

PSB oficializa Alckmin como vice de Lula, e presidente destaca lealdade do aliado

Convenção nacional do partido confirma aliança com o PT e reedita chapa vencedora da eleição presidencial de 2022
Por O Correio de Hoje
30/07/2026 | 15:15

O PSB confirmou nesta quarta-feira 29, durante convenção nacional realizada em Brasília, a indicação de Geraldo Alckmin para disputar novamente a Vice-Presidência na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A escolha foi aprovada por unanimidade pelos socialistas, que também oficializaram apoio à reeleição do petista.

Lula participou do encontro ao lado de Alckmin e de dirigentes do PSB. Em seu discurso, comemorou a decisão do partido e destacou a relação construída com o vice desde a eleição de 2022. “Eu estou feliz por ter o Geraldo de vice e mais feliz de vocês indicarem ele outra vez, por unanimidade, para continuar a ser vice”, afirmou.

Convenção PSB foto Rodolfo Loepert PSB
Lula, Alckmin e João Campos durante a convenção nacional do PSB ontem - Foto: Rodolfo Loepert / PSB

O presidente também ressaltou a confiança política e pessoal que deposita em Alckmin. Segundo Lula, a permanência do socialista na Vice-Presidência representa uma garantia de estabilidade institucional. “O Alckmin é aquela garantia que todo mundo precisa. É aquela pessoa que você pode ir deitar com a certeza absoluta de que ele está trabalhando para que as coisas deem certo no País”, declarou.

Lula acrescentou que não teme qualquer movimento de ruptura institucional tendo Alckmin como vice. “E eu posso dizer que, com o Alckmin, a gente nunca vai pensar que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte de manhã, porque o Alckmin antes de tudo é um homem de muita lealdade, de muita capacidade de trabalho e de muita honestidade”, destacou.

Durante a convenção, o presidente também recordou as mais de 700 mil mortes registradas durante a pandemia de covid-19 e voltou a atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “homicida”.

O PSB é o segundo partido a oficializar apoio à tentativa de reeleição de Lula. Na semana passada, o PDT já havia confirmado a aliança. O presidente também contará com o apoio de Psol, Rede, PCdoB e PV, reunindo as principais legendas de esquerda e centro-esquerda em torno de sua candidatura. A chapa será formalizada pelo PT no próximo domingo 2, durante a convenção nacional do partido em São Paulo.

A aliança entre PT e PSB reedita a composição vencedora da eleição presidencial de 2022. Para integrar a chapa naquele ano, Alckmin deixou o PSDB, partido pelo qual rivalizou com Lula durante mais de três décadas. Os dois chegaram a se enfrentar no segundo turno da eleição presidencial de 2006, vencida pelo petista.

A aproximação entre as duas legendas foi precedida por posições distintas do PSB em eleições anteriores. Em 2018, o partido permaneceu neutro no primeiro turno da disputa presidencial, mas declarou apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno. O petista acabou derrotado por Jair Bolsonaro.

Quatro anos antes, o PSB lançou Eduardo Campos à Presidência. O ex-governador de Pernambuco morreu em um acidente aéreo durante a campanha de 2014. No segundo turno, a legenda apoiou Aécio Neves (PSDB) contra a então presidente Dilma Rousseff (PT).

Neste ano, a principal perspectiva eleitoral do PSB nos estados está em Pernambuco. Depois de cumprir dois mandatos como prefeito do Recife, João Campos deixou o cargo para disputar o governo estadual. Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira 28 (PE-09649/2026) mostra o socialista com 37% das intenções de voto, atrás de Raquel Lyra (PSD), que aparece com 43%.