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Representatividade

Primeira vereadora com deficiência de Natal ganha comenda com seu nome na Câmara Municipal

Comenda é para homenagear a luta das mulheres com deficiência da cidade
Redação
01/09/2021 | 10:36

Representatividade importa. Foi esse o recado que a Câmara Municipal de Natal deu nesta terça-feira 30, aprovando o projeto de lei que institui a Comenda Maria Queiroz Baía para homenagear a luta das mulheres com deficiência da cidade. A iniciativa foi da vereadora Divaneide Basílio (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos e membro da Comissão da Pessoa Com Deficiência e Mobilidade Reduzida na Casa.

“Sou mãe de PCD e sei como a questão da representatividade é essencial. É importante falar da importância de Maria Queiroz para que a gente não esqueça do papel que essa mulher gigante que foi a primeira vereadora com deficiência da Câmara Municipal de Natal e do símbolo que se tornou com seu exemplo e conquistas”, explicou Divaneide.

Primeira vereadora com deficiência de Natal RN ganha comenda com seu nome na câmara municipal
Maria Queiroz Baía. Foto: Reprodução

Na sua declaração de voto, a parlamentar agradeceu ao vereador Tércio Tinoco (PP), relator do projeto, e que, nas eleições de 2020, se tornou o primeiro homem cadeirante a ocupar um espaço no legislativo da capital potiguar.

Quem foi “Baía”

Maria Queiroz, mais conhecida como Baía, nasceu sem as pernas e só tinha um braço, o esquerdo. Passou os primeiros anos de vida em Grossos/RN, em seguida morou em Areia Branca. Lá, não conseguiu se matricular no Grupo Escolar Conselheiro Brito Guerra por ser deficiente. Pela condição física, enfrentou muitas adversidades e preconceitos nos espaços que tentou ocupar, inclusive nas escolas onde tentou estudar.

Anos mais tarde, apesar de tudo, se formou em economia pela UFRN em 1967. Nove anos depois, foi candidata a vereadora e obteve muitos votos, mas ficou na suplência e assumiu em seguida.

Maria Queiroz foi a primeira mulher com deficiência a ser parlamentar em Natal suplantando barreiras em um período que a discriminação predominava, além das outras violência que teve enfrentar como o machismo. Baía morreu aos 53 anos, com o coração cansado.