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Saúde

Prefeitura prepara licitação e prevê nova UPA da Zona Norte aberta no 2º semestre

Nova UPA será localizada em um terreno pertencente ao Município localizado entre a Avenida Tocantínea e a Rua Marialva, em Lagoa Azul
Agora RN
03/02/2026 | 05:34

A nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte de Natal deve começar a funcionar no segundo semestre de 2026. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, o projeto já superou as etapas administrativas essenciais. A próxima fase é a abertura da licitação que vai selecionar a empresa responsável pelas obras.

A construção da nova UPA foi autorizada pelo Conselho Municipal de Saúde em dezembro de 2025. Agora, conta também com a aprovação do Ministério da Saúde. Com isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) concentra esforços na fase final de preparação do projeto executivo, que inclui a elaboração de uma apresentação em 3D da unidade, a ser apresentada à sociedade antes da abertura do processo licitatório.

Terreno da Nova UPA Gramoré Bairro Lagoa Azul (20)
Área no conjunto Gramoré, bairro Lagoa Azul onde será construída nova UPA da Zona Norte - Foto: José Aldenir/Agora RN

A estimativa da Prefeitura é de que o custo total da obra fique em torno de R$ 7,8 milhões. A nova UPA será localizada em um terreno pertencente ao Município localizado entre a Avenida Tocantínea e a Rua Marialva, em Lagoa Azul. O novo prédio vai substituir a atual UPA Pajuçara, que deverá ser transformada em uma policlínica. A distância entre a atual UPA e o futuro prédio é de cerca de 1,6 quilômetro.

Apesar de autorizar a migração, o Conselho Municipal de Saúde havia recomendado que a nova UPA fosse erguida no mesmo terreno onde funciona a unidade de Pajuçara. A expansão poderia se dar para um terreno localizado atrás da unidade, que pertence ao Município. O secretário de Saúde, porém, afirmou que há um entrave para essa solução. Ele disse que a atual UPA está em um terreno que pertence originalmente ao Estado. Isso significa que, ao expandir a UPA para o terreno de trás, parte do imóvel ficaria em uma área do Estado e outra parte ficaria num terreno do Município – o que, segundo Geraldo Pinho, não é possível.

De acordo com o secretário Geraldo Pinho, a nova UPA seguirá o modelo mais moderno preconizado pelo Ministério da Saúde, com serviços inéditos ou ampliados em relação à unidade atual. Ele ressaltou que a proposta é entregar uma unidade mais resolutiva, com melhores condições de trabalho para os profissionais e atendimento mais amplo para a população.

“Ela vai ser uma UPA no conceito mais moderno que existe no Ministério da Saúde”, afirmou Geraldo Pinho, em entrevista ao Manhã CBN, da rádio CBN. Entre os serviços previstos, o secretário destacou a implantação de atendimento ortopédico com portas abertas, pequenos procedimentos e pequenas cirurgias.

A nova estrutura também deverá contar com sala de imunização de urgência e uma Sala Lilás, destinada ao acolhimento de mulheres, adolescentes e crianças vítimas de violência. Segundo o secretário, a nova unidade será significativamente maior do que a atual. “Vai ser o dobro da UPA atual”, afirmou.

UPA Pajuçara zona Norte (2)
Atual UPA Pajuçara tem estrutura precárai e será transformada em policlínica – Foto: José Aldenir/Agora RN

Prazos

A expectativa, segundo o secretário, é concluir a atual fase de finalização do projeto ainda em fevereiro. “Devemos terminar agora nesse mês de fevereiro para abrir o processo licitatório”, afirmou. Ele ressaltou que a licitação deve ocorrer de forma ágil.

Ele destacou ainda que o uso de estruturas pré-moldadas permite reduzir significativamente o prazo de execução da obra. Com isso, a Prefeitura trabalha com uma previsão clara de início do funcionamento: segundo semestre.

Problemas estruturais da UPA Pajuçara

Durante a entrevista, Geraldo Pinho detalhou os problemas que hoje afetam a UPA Pajuçara e que motivaram a decisão de substituição da unidade. A estrutura, construída em 2010, utiliza material metálico e apresenta sinais avançados de desgaste, agravados pelas condições climáticas da cidade. Segundo ele, a maresia típica de cidades litorâneas acelerou o processo de deterioração do prédio.

“Ela está toda deteriorada. Está empenada, corroída, está inclinada”, relatou o secretário. Ele explicou que a inclinação da estrutura compromete redes essenciais para o funcionamento do serviço. “E ela estando inclinada, toda rede elétrica, a rede de gás medicinal, de oxigênio, tudo lá dentro está tensionado”, afirmou.

Essas condições tornam inviáveis reformas profundas enquanto a unidade segue funcionando 24 horas por dia. Por isso, a Prefeitura optou por construir uma nova UPA e, posteriormente, redefinir o uso da estrutura atual.

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