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Mais uma vez
Prefeitura de Natal suspende a aplicação de segunda dose de CoronaVac
Faltam tomar a dose de reforço, que é fundamental para completar o esquema vacinal, cerca de 4 mil pessoas
Redação
20/05/2021 | 16:54

A Prefeitura de Natal suspendeu, na tarde desta quinta-feira 20, a aplicação da segunda dose da vacina CoronaVac nos postos de vacinação por falta de doses. Faltam tomar a dose de reforço, que é fundamental para completar o esquema vacinal, cerca de 4 mil pessoas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Diante de tal cenário, novas vacinas foram solicitadas pelo município ao Governo do Estado.

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), por sua vez, argumentou que entregou ao longo dos últimos dias todo o quantitativo de doses da Coronavac/Butantan solicitado pelo município de Natal, via formulário, para completar o esquema vacinal dos moradores da cidade.

“A respeito de uma nova solicitação feita pelo município nesta quinta-feira 20 para mais 2.210 doses, alegando uma quantidade menor de doses nos frascos que o indicado pelo fabricante, a Sesap informa que está avaliando como fazer a reposição desta perda técnica apresentada”.

Em entrevista ao portal G1/RN, a SMS afirmou que cada frasco deveria conter 10 doses, mas os frascos apresentavam a falta de uma ou duas doses. Segundo a diretora do Departamento de Vigilância Sanitária de Natal, Juliana Araújo, as 2.210 doses solicitadas em ofício nesta quinta-feira 20 são as perdas já reconhecidas pelo Estado, mas o número total já passaria de 4 mil doses – justamente as que faltam para completar a aplicação da segunda dose. Os dados estão cadastrados no RN + Vacina, de acordo com ela.

“Encaminham 32 mil doses pra Natal, por exemplo, mas só aí eu perco dez por cento. São 3,2 mil doses”, considerou. “E o problema é que vai ter outro questionamento. Quando a gente receber as 4 mil doses, vamos ter outra perda de 10%”, completou.

Pazuello revela o motivo para não ter comprado vacinas da Coronavac antes

À CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou, nesta quinta-feira 20, que não comprou a Coronavac , vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan , antes porque a legislação brasileira não permitia e não por ordem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), reiterando o que disse nessa quarta-feira 19 .

“[Não foi comprado antes] porque não havia MP que permitisse. Nós editamos a carta de intenção para o Butantan no dia 17 de outubro, que é a carta que vale. A próxima medida é o contrato, que só é possível com a medida provisória, sancionada e publicada no dia 6 de janeiro ”, disse Pazuello à CPI da Covid .

O Butantan adicionou a primeira das três cartas ao governo brasileiro no dia 30 de julho do ano passado. Depois, em 18 de agosto e 7 de outubro. O contrato só foi assinado em 7 de janeiro deste ano.

“A lei brasileira que inclui a lei do SUS [Sistema Único de Saúde] não permite a contratação sem que houvesse a vacina em território nacional e registrada e incluída no SUS”, acrescentou.

O vice-presidente da CPI da Covid destacou que a “Coronavac está sendo fabricada no Brasil”.

Em outubro do ano passado, o Bolsonaro publicou nas redes sociais e anteriores publicamente que mandou o protocolo que havia sido assinado entre o Butantan e a massa da Saúde para a compra de 46 milhões de doses da Coronavac.

Pazuello é o oitavo depoente do colegiado. Antes deles, os senadores ouviram os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e o atual chefe da Saúde, Marcelo Queiroga.

O ex-chanceler Ernesto Araújo, o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten e o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres também prestaram depoimento.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, não agravamento da crise sanitária no Amazonas com a taxa de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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