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Decisão

PGR pede prisão preventiva de Carla Zambelli e inclusão na lista da Interpol após deputada deixar o Brasil

Condenada a 10 anos de prisão por invasão ao CNJ, parlamentar anunciou estar nos EUA e pretende se mudar para Europa; STF considera atitude como fuga
Redação
03/06/2025 | 17:10

A Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolou pedido sigiloso de prisão preventiva e inclusão na lista de difusão vermelha da Interpol contra a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A medida ocorre após a condenada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciar sua saída do Brasil no último dia 25 de junho, cruzando a fronteira terrestre para a Argentina com destino aos Estados Unidos.

“Trata-se de medida cautelar distinta da prisão definitiva, necessária para assegurar a aplicação da lei penal”, afirmou o procurador-geral Paulo Gonet no documento obtido pela TV Globo. O texto solicita ainda o sequestro de bens e a suspensão imediata do passaporte da parlamentar, que declarou publicamente pretender se estabelecer na Europa para tratamento médico.

Carla Zambelli / Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados
Procurador-Geral da República também solicitou bloqueio de bens da deputada, que responde a outros processos por porte ilegal de arma e milícias digitais. | Foto: Paulo Sérgio / Câmara dos Deputados

Histórico de condenações e processos

  • Invasão ao CNJ (2025): 10 anos de prisão em regime fechado (decisão unânime)
  • Perseguição armada (2022): 5 anos e 3 meses de prisão (julgamento suspenso)
  • Justiça Eleitoral: Cassação do mandato e inelegibilidade por 8 anos (em recurso)

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Ministros do STF interpretaram a viagem como tentativa de evadir-se da Justiça. Zambelli, que teve o passaporte apreendido em 2023 durante investigações, recuperou o documento posteriormente sem restrições de viagem. Além dos casos julgados, responde a dois inquéritos sigilosos no Supremo sobre fake news e milícias digitais.

A PGR classificou a deputada como foragida por “transgredir decisão da mais alta Corte do país”. O pedido de cooperação internacional prevê notificação imediata caso a parlamentar tente ingressar em qualquer país membro da Interpol.

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