BUSCAR
BUSCAR
Organização criminosa
PCC movimentou R$ 1,2 bilhão com tráfico internacional de drogas
Só uma parte desse dinheiro foi movimentada no sistema financeiro por meio de contas bancárias em nomes de laranjas e de empresas fantasmas.
Redação
24/10/2020 | 05:33

O Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa nascida em São Paulo, já movimentou R$ 1,2 bilhão com o tráfico internacional de drogas – a quantia não inclui os negócios particulares feitos por seus membros e associados.

Os dados, revelados nesta sexta-feira 23 pelo jornal O Estado de S. Paulo, constam dos documentos apreendidos durante a Operação Sharks, que investigou a facção entre junho de 2018 e setembro de 2020. A Justiça de São Paulo decretou ontem a prisão de 18 acusados de pertencer à cúpula da estrutura de tráfico internacional de drogas e de lavagem de dinheiro da facção e de comandar as ações da organização criminosa nas ruas.

Entre os acusados pelo Ministério Público Estadual (MPE) estão Marcelo Moreira Prado, o Sem Querer, e Eduardo Aparecido de Almeida, o Pisca, que foram presos no Paraguai. Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, é outro acusado. Ele está em liberdade e é apontado como o chefe da facção nas ruas.

Só uma parte desse dinheiro foi movimentada no sistema financeiro – cerca de R$ 200 milhões – por meio de contas bancárias em nomes de laranjas e de empresas fantasmas. O restante foi mantido pela facção em casas-cofre e transportado em carros até ser entregue a doleiros, que remetiam os recursos para o exterior a fim de a facção pagar seus fornecedores de drogas no Paraguai, na Bolívia e no Peru.

Pela primeira vez, o MPE caracteriza o PCC como uma organização de tipo mafioso em razão da estrutura de lavagem de dinheiro montada. Este é o último degrau para que o grupo pudesse ser considerado uma máfia. De acordo com o MPE, as investigações começaram no dia 8 de agosto de 2018, quando foi preso em São Paulo Robson Sampaio de Lima. Com ele, os policiais acharam telefones celulares, computadores e drogas. Ali estavam documentos que mostravam a contabilidade do setor financeiro da facção com o tráfico de drogas.

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.