Sabe-se que a oposição à governadora Fátima Bezerra (PT) enfrenta dificuldades para escolher um nome capaz de derrotá-la nas urnas, nas eleições de outubro. A consequência disto é que a gestora segue o projeto de renovação de seu mandato com relativa tranquilidade e sem grandes dificuldades, enquanto a oposição bate cabeça para encontrar um projeto eleitoral sólido, que reúna os interesses do grupo.
Em entrevista exclusiva ao AGORA RN, nesta quarta-feira 16, o presidente estadual do Progressistas, deputado federal Beto Rosado, reconheceu que a oposição tem demorado para se entender sobre a escolha de um candidato, por falta de articulação política. “Tem tardado muito em juntar-se para promover o diálogo e apresentar um candidato forte, que unifique os interesses da oposição e tenha chances reais de vencer o governo”.

E afirmou: “O que está acontecendo no Rio Grande do Norte é uma situação atípica da política, tendo em vista os poucos nomes apresentados para disputar a vaga do governo do Estado. Se, por um lado, é ruim, por outro, pode ser bom porque mostra que, provavelmente, quando esse nome for escolhido, estará de forma unificada dentro de um processo de oposição à Fátima”.
Mesmo diante de todos os impasses que o grupo de oposição vive, Beto acredita que, “a oposição à Fátima Bezerra está se unindo e, nos próximos dias, será comunicado ao povo potiguar quem irá à luta, de forma unificada, para brigar pela cadeira de governador do Estado”, ressaltou.
“Não podemos resumir as ações apenas ao pagamento das folhas atrasadas. Tem que apresentar investimentos e infraestrutura para promover o desenvolvimento do RN. Nossa expectativa é que um novo nome apareça e, em consonância com a classe política e trabalhadora, faça um trabalho diferenciado, para que nosso Estado volte ao caminho do desenvolvimento”, explicou.
Sem federação
Assim que começaram os debates sobre federações partidárias, o presidente do PP, Ciro Nogueira, garantiu que a legenda não formaria federação com PL, PTB e Republicanos. Mesmo assim, o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, disse que tinha possibilidade de fechar apenas com PL e PTB. No entanto, em fevereiro, Nogueira reafirmou que o PP não faria federação com nenhuma sigla em 2022.
Questionado sobre o assunto, Beto Rosado confirmou: “Alguns partidos estão dialogando, mas têm sido conversas muito difíceis, porque essa obrigatoriedade da verticalização às vezes exige facilitadores em alguns Estados. E isso atrapalha os partidos a se juntarem em federação”.
Já em relação à formação de nominatas, ele destacou que o PP-RN tem dialogado com lideranças políticas e o objetivo é formar uma chapa que possa eleger dois deputados federais. “Existe ainda uma busca para fechar, dentro da nossa nominata, candidatos para concorrer à Assembleia Legislativa. Políticos com mandato têm sinalizado positivamente e muitas lideranças municipais têm entrado nessas discussões”, concluiu.