A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) afirmou nesta segunda-feira 14 que não compreende os motivos da paralisação de médicos da rede municipal anunciada hoje. Em nota, a pasta destacou que a categoria foi beneficiada recentemente com uma reestruturação remuneratória que incluiu reajustes, incorporação de gratificações e ganhos permanentes nos vencimentos.
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Segundo a secretaria, as medidas tiveram reflexo direto nas aposentadorias, nas vantagens funcionais e na valorização da carreira dos profissionais, representando um impacto financeiro de R$ 1,4 milhão para o município.
“Os profissionais já foram contemplados por uma relevante reestruturação da política remuneratória. Tal resolução administrativa incluiu reajustes e incorporação de gratificações e possibilitou ganhos permanentes em seus vencimentos”, informou a pasta.
A secretaria fez um apelo aos representantes dos médicos para que mantenham aberto o canal de negociação e evitem a interrupção dos atendimentos à população. A gestão municipal afirmou manter o compromisso com o diálogo com as representações médicas e com todos os segmentos da rede de saúde.
“Adotamos essa postura em reconhecimento à importância da valorização dos médicos, mas também pela ciência dos potenciais prejuízos que a anunciada paralisação pode trazer para a população que necessita do atendimento desses profissionais”, concluiu o texto.
Greve foi aprovada após assembleia
A paralisação dos médicos foi aprovada em assembleia convocada pelo Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed RN). Entre as reivindicações da categoria estão a reestruturação da tabela salarial e melhores condições de trabalho nas unidades de saúde da capital.
A mobilização inclui concentração nesta terça-feira 15, às 8h, na sede do sindicato, seguida de carreata até a Prefeitura do Natal e à sede da SMS. Segundo o Sinmed, apenas os serviços de urgência e emergência seguirão em funcionamento durante o movimento.
A categoria também reclama de atrasos nas negociações com a gestão municipal. De acordo com o sindicato, as demandas foram apresentadas à Prefeitura no início do ano, mas ainda não houve avanços.