Natal convocou 261 profissionais da saúde para vagas temporárias nesta terça-feira 14. Ao todo, o contrato prevê a contratação de 1.050 trabalhadores. A Prefeitura pretende realizar um concurso para vagas definitivas nos próximos dois anos. De acordo com o secretário de Saúde de Natal, Geraldo Pinho, os profissionais devem reforçar áreas de urgência e emergência. Os novos contratos terão duração de um ano, com possibilidade de renovação por mais um.
O secretário explicou que a rede ainda contava com os 800 trabalhadores oriundos de contratos temporários da época da pandemia de Covid-19. “É para regularizar e repor um pouco do déficit”, afirmou, em entrevista ao O Correio de Hoje.

O processo seletivo contempla diversas categorias da área da saúde, exceto médicos, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos, auxiliares de saúde bucal, auxiliares de farmácia e odontólogos.
Estão previstas ainda mais quatro convocações nos dias 17, 24, 30 de abril e 08 de maio. Primeiramente serão convocados enfermeiros e técnicos de enfermagem, depois profissionais de Biomedicina, Saúde Bucal, Farmácia e por último as demais categorias.
Nesta primeira fase, a gestão prevê a chamada de aproximadamente 60 enfermeiros e 201 técnicos de enfermagem. Os profissionais serão distribuídos prioritariamente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais municipais e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com o secretário, os trabalhadores irão reforçar as equipes das quatro UPAs da capital: Pajuçara, Potengi, Cidade da Esperança e Cidade de Satélite.
“Temos uma média de 800 contatos temporários e estamos chamando 1.050. Então, vamos incrementar em torno de 25%. E com certeza a chegada desses profissionais vai melhorar a quantidade e a qualidade da assistência de Natal. Vai reforçar as escalas para dar mais vazão e fluidez na assistência e nos atendimentos”, disse o secretário.
Ainda segundo Geraldo, a previsão é que o concurso com pelo menos 2 mil vagas efetivas para a Saúde seja realizado nos próximos anos, após o término dos contratos temporários. De acordo com o secretário, há um compromisso firmado com o Ministério Público para a realização do certame.
Hospital de Natal
De acordo com o secretário Geraldo Pinho, a primeira etapa do Hospital Municipal de Natal deve ser concluída entre junho e julho deste ano. Segundo o gestor, o avanço depende principalmente da finalização da estação de tratamento de esgoto e de estruturas de saneamento, consideradas fundamentais para a entrega da unidade.
A primeira etapa funcionará com “porta fechada”, recebendo apenas pacientes encaminhados de outras unidades de saúde da capital. Serão 100 leitos, sendo 90 de enfermaria e 10 de UTI, além de salas de procedimentos, centro de diagnóstico por imagem, farmácia, cozinha e lavanderia.
A segunda fase prevê 220 novos leitos, além de centro cirúrgico e maternidade. O investimento total é de R$ 50 milhões na primeira fase e cerca de R$ 110 milhões na segunda.
Gestão das UPAs
Geraldo Pinho afirmou que a Prefeitura não desistiu de terceirizar a gestão das UPAs. Segundo ele, a contratação de Organizações Sociais de Saúde (OSSs) para administrar as UPAs será retomada após ajustes e entendimento com os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE).
A proposta prevê a contratação de organizações sociais para administrar as unidades, o que permitiria redistribuir profissionais atualmente lotados nas UPAs para outros setores da rede, como atenção básica, Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), maternidades e hospitais.
“O processo agora está na controladoria interna do Tribunal de Contas, que está analisando alguns dados e diligências que nos foi pedido. Assim que a gente tiver toda a anuência e a liberação dos órgãos competentes, vamos fazer”, disse.
A terceirização da gestão das UPAs de Natal foi suspensa pela Prefeitura em setembro de 2025. Em seguida, o conselheiro Marco Antônio Montenegro, do TCE, votou para que o processo fosse paralisado. O julgamento, porém, foi interrompido por um pedido de vistas do conselheiro George Soares. Logo depois, o processo foi suspenso por ordem do juiz Francisco Seráphico da Nóbrega Coutinho, da 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal, que alegou falta de estudos aprofundados sobre o tema.
Os editais para escolha das OSSs foram publicados em 14 de julho do ano passado. Antes da suspensão, a previsão da Prefeitura era que os novos contratos com as OSSs tivessem duração inicial de dois anos, com possibilidade de prorrogação por até dez anos.