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Orçamento

Ministro do TCU diz que ainda não há solução para impasse do Pé-de-Meia

Orçamento do programa deste ano tem R$ 13 bilhões em despesas
Redação
11/02/2025 | 06:56

O ministro do Tribunal de Contas União (TCU) Augusto Nardes disse nesta segunda-feira 10 que ainda não foi encontrada uma solução para acomodar os R$ 13 bilhões em despesas do programa Pé-de-Meia no Orçamento deste ano.

Relator do caso que bloqueou parte das verbas do programa, Nardes se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na manhã desta segunda, para discutir o tema.

Brasília (DF) 04/05/2024 Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes fala na Comissão Temporária ExteRio Grande do Nortea do Senado que acompanha as atividades de enfrentamento da calamidade que atingiu o Rio Grande do Sul. Foto Lula Marques/ Agênci
Ministro do Tribunal de Contas União (TCU) Augusto Nardes. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Ao ser questionado se os dois encontraram uma solução para adequar as despesas do programa, estimadas em R$ 13 bilhões ano ano, no Orçamento de 2025, o ministro do TCU afirmou que ainda estão buscando um caminho para resolver o impasse até esta quarta-feira.

“Essa questão que ainda não está solucionada, dos R$ 13 bilhões que serão gastos esse ano, conforme o cálculo da equipe técnica”, disse a jornalistas após reunião com Haddad no Tribunal.

Nardes ainda afirmou que irá se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), nesta terça-feira, e conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Além disso, o ministro vai receber deputados de oposição e do governo nesta terça.

“O que foi retido inicialmente foi R$ 6 bilhões. O total que se gasta por ano é próximo de R$ 13 bilhões. Conversamos sobre esse tema, o governo pode encontrar uma saída entre hoje e quarta-feira, é um programa muito importante”, disse o ministro.

O programa, uma das principais iniciativas sociais do governo Lula, enfrenta risco de paralisação devido à restrição do uso de recursos provenientes do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc).

O TCU argumenta que esses fundos, por conterem participação privada, devem ser incluídos no Orçamento da União antes de serem destinados ao programa.

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