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Caso Master

Mendonça autoriza saída de Vorcaro para exames médicos

André Mendonça autoriza saída de Daniel Vorcaro para exames médicos em hospital
Por O Correio de Hoje
23/04/2026 | 15:58

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou nesta quarta-feira 22 que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixe a unidade prisional para realizar exames médicos em um hospital. A previsão é que o deslocamento ocorra nesta quinta-feira 23.


Preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Vorcaro relatou nos últimos dias que não estava se sentindo bem. Ele chegou a ser avaliado por um médico que se dirigiu até a unidade, após apresentar um quadro clínico que exigiu atenção. De acordo com informações reservadas de fontes da Polícia Federal, trata-se de uma situação sem gravidade, mas que demanda a realização de exames complementares.

Vorcaro
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, é investigado por suspeitas de crimes financeiros Foto: Reprudução


O pedido para a realização dos exames em ambiente hospitalar foi apresentado pela defesa do empresário ao Supremo ainda nesta quarta-feira e prontamente autorizado pelo ministro.


Vorcaro é investigado por suspeitas de crimes financeiros, além de envolvimento em pagamentos indevidos a agentes públicos e na suposta montagem de uma estrutura paralela para monitoramento de autoridades e perseguição a jornalistas. Ele foi preso em março deste ano durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.


Após a prisão, o banqueiro passou por diferentes unidades do sistema prisional. No dia 6 de março, foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim, no interior de São Paulo, para a Penitenciária Federal em Brasília. Já em 19 de março, foi levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital federal, onde permanece.


Paralelamente, a defesa de Vorcaro tem avançado nas negociações para um possível acordo de delação premiada. A expectativa é que, nas próximas semanas, os advogados apresentem uma proposta formal à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR).


A estratégia envolve indicar nomes de autoridades que fariam parte de sua rede de apoio, além de discutir formas de ressarcimento a investidores prejudicados. Este último ponto é apontado como um dos principais entraves nas negociações.
Caso a proposta seja aceita por PF e PGR, serão iniciadas as tratativas formais do acordo. Se houver avanço e posterior homologação pelo STF, também sob relatoria de André Mendonça, a estimativa é que o processo seja concluído em cerca de 60 dias.


A defesa avalia que o potencial de revelações do empresário é elevado e, por isso, pretende negociar benefícios mais amplos do que os obtidos pelo tenente-coronel Mauro Cid, que firmou acordo de delação no contexto das investigações sobre tentativa de golpe de Estado.