O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, anunciou que o ex-ministro Roberto Brant será o responsável por coordenar a elaboração de seu programa de governo. A escolha, segundo ele, se deve ao perfil abrangente do aliado, que teria capacidade de transitar por diferentes áreas da administração pública.
Brant foi ministro da Previdência no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), exerceu mandato como deputado constituinte e participou da fundação do PSD. Em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira 22, Caiado afirmou que o ex-ministro não se limita a um único campo de atuação. “Ele não é um político fatiado, específico de um tema. É um jogador que atua em todas as posições”, disse. Na avaliação do pré-candidato, o aliado reúne condições de discutir temas como educação, saúde, segurança pública, programas sociais e infraestrutura, com uma visão integrada do país.

Caiado também destacou que a função de Brant será dar coesão às propostas, evitando um plano fragmentado. “Ele vai atuar para não deixar um plano de governo disperso, em que você não tem como fechá-lo”, afirmou. O pré-candidato ressaltou ainda a relação de longa data com o ex-ministro, com quem convive desde o período em que ambos atuaram no Congresso Nacional.
Roberto Brant teve atuação parlamentar entre 1987 e 2007, passando por partidos como PMDB, PTB e PFL. Durante o escândalo do mensalão, chegou a ser alvo de um processo de cassação quando integrava o PFL, após ser citado como beneficiário de recursos ligados ao empresário Marcos Valério. À época, Brant classificou o caso como “infração eleitoral” e sustentou que sua situação se diferenciava das demais por envolver recursos privados. Em 2006, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação de seu mandato. Após o episódio, ele anunciou que deixaria a vida pública.
Desde que lançou sua pré-candidatura, Caiado tem indicado como eixos centrais de sua campanha temas como segurança pública, combate à corrupção e críticas ao que considera excessos do Supremo Tribunal Federal (STF). Na mesma entrevista, ele foi questionado sobre possíveis nomes para comandar a área econômica em um eventual governo, mas afirmou que não pretende antecipar indicações neste momento. Segundo ele, a divulgação de nomes poderia gerar “constrangimento” para interlocutores que ainda não assumiram compromissos públicos.
Ex-governador de Goiás, Caiado teve sua pré-candidatura oficializada pelo PSD no fim de março. Na pesquisa mais recente do Datafolha, divulgada no dia 11, ele aparece com 5% das intenções de voto em um cenário de primeiro turno, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39%, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 35%.
Em uma simulação de segundo turno, o pré-candidato do PSD registra 42% das intenções de voto, contra 45% de Lula, o que configura empate técnico dentro da margem de erro.
O instituto ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03770/2026.