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Malafaia faz ‘lobby’ com Bolsonaro por indicação de juiz federal para o STF

Um desses movimentos ocorreu na manhã da última quarta-feira 2, quando o pastor se reuniu com Bolsonaro no Palácio do Planalto
Redação
08/09/2020 | 15:38

A menos de dois meses para a aposentadoria do ministro Celso de Mello, lideranças evangélicas intensificaram o “lobby” junto ao presidente Jair Bolsonaro para tentar emplacar o substituto do decano no Supremo Tribunal Federal (STF).

Um desses movimentos ocorreu na manhã da última quarta-feira 2, quando o pastor Silas Malafaia, presidente do Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil, se reuniu com Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Malafaia faz 'lobby' com Bolsonaro por indicação de juiz federal para o STF - Agora RN
Pastor Silas Malafaia e Bolsonaro - Reprodução/O Globo

Acompanhado do apóstolo César Augusto, fundador e líder da Igreja Fonte da Vida, Malafaia entregou ao presidente uma lista com assinaturas de lideranças evangélicas em defesa da indicação para o STF do juiz federal William Douglas dos Santos.

A informação foi confirmada à CNN por duas fontes, sendo um aliado de Bolsonaro e outro próximo a Malafaia e Augusto. Segundo essas fontes, a lista tem assinaturas de líderes da Assembleia de Deus, Igreja Batista, Fonte da Vida, Quadrangular, M12 e Igreja da Graça. 

Santos tem 53 anos de idade, é titular da 4ª Vara Federal de Niterói (RJ) e também atua como escritor e professor universitário. Antes de assumir como magistrado, também trabalhou como defensor público e delegado de polícia no Rio de Janeiro.

O juiz é pastor da Igreja Batista, mas tem boa interlocução com as principais lideranças evangélicas de outras denominações — ele é amigo de Malafaia e de Augusto. Santos costuma proferir palestras em cultos e eventos evangélicos.

Segundo apurou a CNN, na reunião com Bolsonaro, Malafaia e Augusto ressaltaram que o nome de Santos é o preferido deles, mas ponderaram que “aceitariam” a indicação do atual ministro da Justiça, André Mendonça, pastor da Igreja Presbiteriana.

De acordo com fontes do Planalto, Bolsonaro disse a Malafaia e Augusto que analisaria o currículo do juiz federal, mas não assumiu qualquer compromisso. Procurado desde sexta-feira, Malafaia não se pronunciou. Oficialmente, o Planalto informou que não comentaria o assunto.

*Com informações da CNN Brasil