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Mundo

Lula e Trump se reúnem por três horas e tratam de comércio e tarifas

Encontro em Washington abordou comércio, minerais raros e cooperação entre os países
Redação
08/05/2026 | 07:55

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram por cerca de três horas nesta quinta-feira 7, no Salão Oval, em Washington. O encontro abordou temas como comércio, tarifas e minerais raros.

Participaram da reunião, pelo lado brasileiro, os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

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Lula e Trump se reúnem no Salão Oval para discutir comércio e tarifas - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Pelo lado americano, estiveram presentes o vice-presidente J.D. Vance, os secretários Scott Bessent e Howard Lutnick, além do representante comercial Jamieson Greer.

A imprensa não acompanhou o início do encontro a pedido de Lula.

Declarações

Segundo informações da CNN, após a reunião, Trump afirmou que Lula era um “presidente muito dinâmico” e indicou que representantes dos dois países voltarão a se reunir.

Lula declarou: “Eu saio muito, muito satisfeito da reunião. Acho que foi uma reunião importante para o Brasil e importante para os Estados Unidos”.

O presidente brasileiro também comentou: “Eu sempre acho que a fotografia vale muito e vocês perceberam que o presidente Trump rindo é melhor do que ele de cara feia”.

Tarifas

Os dois países concordaram em criar um grupo de trabalho com prazo de 30 dias para tratar das questões tarifárias.

Segundo Lula: “Quem tiver errado vai ceder. Se a gente tiver que ceder, nós vamos ceder. Se vocês tiverem que ceder, vocês vão ter que ceder”.

Até o momento, não houve definição concreta sobre o tema.

A discussão sobre minerais raros ficou em aberto. O Brasil sinalizou possibilidade de participação americana na extração, sem excluir parcerias com outros países.

Também foi proposta cooperação no combate ao crime organizado, embora não tenha havido debate sobre a classificação de facções criminosas.