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Saúde

“Lento demais”, reclama usuária sobre demora no atendimento da UPA do Satélite

Reportagem foi à unidade e constatou usuários reclamando de demora mesmo em dia de fluxo considerado abaixo do normal
Redação
16/01/2024 | 08:26

Alvo constante de reclamações dos usuários pela demora no atendimento, a saúde pública em Natal passa por aumento significativo na procura neste início do ano, segundo a própria Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em virtude de casos gripais leves. Para avaliar o tempo de demora no atendimento, a reportagem do AGORA RN foi à Unidade de Pronto-Atendimento do Cidade Satélite (UPA), em Pitimbu, Zona Sul de Natal, para ouvir os usuários. Esta é a primeira de uma série de reportagens que vai noticiar a situação das UPAs da capital potiguar e dar voz aos usuários e funcionários para avaliar a demora no atendimento.

Mesmo em uma segunda-feira considerada de “pouca pressão”, pelo diretor da unidade, usuários reclamaram da demora. A SMS, entretanto, nega que o comportamento de demora faça parte da rotina. “Cheguei umas 11h. Aí eu já fui atendida, nós saímos por volta de 13h”, disse uma mulher que acompanhava o filho e não quis ser identificada.

UPA Cidade Satélite (12)
Unidade de Pronto-Atendimento do Cidade Satélite, na Zona Sul de Natal. Foto: José Aldenir / Agora RN

Em outro relato, Maria José, que estava aguardando há pelo menos duas horas quando o AGORA RN chegou ao local, às 14h, fez críticas ao atendimento e ao tempo de espera na unidade. “Estou aqui com minha filha, ela está para ser atendida faz um tempo já. Antes das 12h, ela já estava aqui. O atendimento daqui é lento demais”, disse. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o paciente deve ser atendido em no máximo duas horas.

Em nota, a SMS esclareceu que a classificação de atendimento segue a seguinte ordem: “Para os casos de emergência e risco de vida (identificados na cor vermelha) e casos urgentes (identificados na cor amarela) os atendimentos são realizados de uma forma mais rápida e tem prioridade nos atendimentos. Já as cores verde e azul identificam os casos de urgência menor, que podem levar um espaço maior de tempo para receber atendimento, a avaliação da consulta ambulatorial acontecer por ordem de chegada”.

Ainda de acordo com a SMS, apesar do aumento da espera nos demais dias do ano até o momento, os atendimentos desta segunda-feira eram considerados dentro da normalidade. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), o paciente deve ser atendido em no máximo duas horas.

“Cheguei umas 11h, por aí. Aí eu já fui atendida, nós saímos por volta de 13h”, disse uma mulher, na qual seu nome preferiu preservar, que estava acompanhando seu filho. Segundo o diretor da unidade, Kleiber Rodrigues, a UPA do Satélite vivia um dia atípico com “pouca pressão”, devido às poucas demandas e atendimentos mais rápidos.

Longo tempo de espera é reclamação antiga

Em setembro do ano passado, o AGORA RN foi até as UPAs de Natal para ouvir os relatos da população que frequenta as unidades. Em relação a UPA do Satélite, Ingrid Furtado, moradora do bairro Planalto que estava na unidade, compartilhou uma das experiências que vivenciou no local.

“Tem dias que a gente encontra uns enfermeiros e médicos bem atenciosos, mas tem dias que parece que todo mundo veio com raiva também. Quarta-feira passada eu estive aqui com meu irmão, a gente chegou aqui era cinco e vinte da tarde e ele foi ser atendido ia dar onze horas da noite. A dificuldade é a quantidade de pessoas trabalhando, realmente, porque é pouca gente [na equipe] e quando acontece essa época que dá muito surto de gripe, aí parece que tem menos gente mesmo para atender”, relatou Ingrid.