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Julgamento
Júri popular dos acusados de assassinar agente penitenciário em Mossoró começa dia 30 de novembro
Henry Charles Gama e Silva foi morto no dia 12 de abril de 2017, enquanto estava em um bar localizado no bairro Boa Vista, em Mossoró
Redação
20/09/2021 | 08:09

O juiz federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal no Rio Grande do Norte, agendou para o dia 30 de novembro o início do júri popular envolvendo o assassinato do policial penal federal Henri Charle Gama e Silva, ocorrido no dia 12 de abril de 2017, na cidade de Mossoró.

Serão julgados Eduardo Lapa dos Santos, Maria Cristina da Silva, Jailton Bastos de Souza, Gilvaneide Dias Mota Bastos e Edmar Fudimoto.

No termo de audiência, realizada para definição de datas e detalhes do júri popular, o magistrado destacou que tanto a defesa quanto a acusação poderão usar recursos audiovisuais em plenário.

Até o dia 7 de outubro será fixada a lista geral definitiva de jurados no mural eletrônico da Justiça Federal. Já no dia 9 de novembro acontecerá a audiência de sorteio dos 25 jurados titulares e suplentes que atuarão na sessão do júri.

A sessão de instrução e julgamento começará às 8h do dia 30 de novembro, no plenário de Justiça Estadual, em Mossoró.

O crime

Henry Charles Gama e Silva foi morto no dia 12 de abril de 2017, enquanto estava em um bar localizado no bairro Boa Vista, em Mossoró. Quatro criminosos chegaram em um carro e atiraram contra ele.

O juiz federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal em Mossoró, determinou que os cinco réus acusados do assassinato iriam a júri popular. O magistrado acolheu a denúncia do Ministério Público Federal de que o crime teve características de execução e está relacionado ao exercício da função da vítima.

De acordo com investigações policiais, a morte de Henry foi parte de um plano de uma facção criminosa, que assassinou dois agentes penitenciários em menos de um ano; um deles sendo Henry Charles, e o outro Alex Belarmino Almeida Silva, em setembro de 2016, na cidade de Cascavel, Paraná. Foi descoberto que a facção intencionava matar dois agentes por unidade prisional, e que a morte de Henry havia sido planejada ainda em 2016, na cidade de São Paulo, por integrantes da facção que conseguiram coletar dados sobre a vítima.

Após a descoberta do plano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Força e União, em julho de 2017, visando a desarticular o plano para matar agentes penitenciários. Cerca de 30 agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e São Paulo, além de mandados de condução coercitiva no Rio, e de prisão preventiva em São Paulo e Mossoró.

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