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Cinema
“Judy” retrata últimos meses de vida da atriz Judy Garland
Pelo papel da artista, a atriz Renée Zellweger já ganhou o Globo de Ouro e é favorita para conquistar o Oscar
Redação
28/01/2020 | 01:58

A voz já falseava, a silhueta mignon sofria com uma dieta à base de pílulas, a solidão era um mal constante, mas o carisma continuava intacto: bastava assumir o palco que, mesmo embriagada e um tanto desorientada, Judy Garland hipnotizava o público com sua habitual performance visceral.

“Judy era divertida e triste, talentosa e incompetente, rica e pobre, inteligente e ignorante, repleta de amor e desesperadamente não amada”, comenta o dramaturgo inglês Peter Quilter, cuja peça “Judy Garland – O Fim do Arco Íris” inspirou o filme “Judy”, que já tem sessões especiais no cinema – a estreia acontece no dia 30.

Trata-se do relato dos últimos seis meses de vida da atriz e cantora, que morreu de overdose em 1969, quando não passava dos 47 anos. Naquele período, Judy se apresentou durante semanas em Londres, único lugar que ainda valorizava o talento da eterna Dorothy, personagem de O Mágico de Oz (1939), que a imortalizou.

Mas não foi um momento tranquilo – longe dos filhos, iludida pelo quinto marido, ela vivia eternamente só. É essa mulher debilitada fisicamente e desiludida com a vida que Renée Zellweger interpreta com perfeição em Judy, uma caracterização que a tornou favorita ao Oscar de melhor atriz.

Se a peça se concentra nos últimos meses de sua vida, o filme relembra momentos decisivos, como o assédio que Judy sofreu de Louis B. Mayer, mega produtor que a lançou em 1935 e que, além de constantemente lhe apalpar o seio esquerdo (pois dali, do coração, brotava sua bela voz) e de impor uma dieta rigorosa (nem o bolo do próprio aniversário ela podia provar), ele também determinava o consumo de anfetaminas e barbitúricos, seja para dormir ou ficar acordada durante horas, a fim de suportar os longos períodos de filmagens.

Isso tornou Judy viciada para o resto da vida. Apesar do sucesso e do reconhecimento, ela foi atormentada pelo baixo autoestima e pela eterna dor da solidão. Judy foi dirigido por Rupert Goold.

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