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Análise
Jean Paul critica proposta de congelar aposentadorias: “Ataque aos mais pobres”
Medida, segundo o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, está sendo avaliada como uma forma de garantir recursos financeiros para a implantação do programa Renda Brasil
Redação
15/09/2020 | 09:38

O senador Jean Paul Prates, pré-candidato do PT à Prefeitura do Natal, criticou nesta segunda-feira 14 a proposta da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro de congelar por dois anos os benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

A medida, segundo o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, está sendo avaliada como uma forma de garantir recursos financeiros para a implantação do programa Renda Brasil, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir o Bolsa Família.

Segundo Jean Paul, se confirmada, a medida vai representar um “ataque aos mais pobres”.

“Primeiro, rebatizam programas petistas pra se apropriarem deles. Depois, pra financiar o programa ‘repaginado’, resolvem mexer no bolso justamente dos mais pobres. Os benefícios seriam desvinculados do salário mínimo, o que, na prática, significa que não teriam aumento”, escreveu o senador, pelo Twitter.

“O termo técnico pra isso é desindexação. O significado real é um novo ataque aos mais pobres. Bolsonaro sempre menosprezou o Bolsa Família, chamado por ele pejorativamente de ‘bolsa farelo’”, complementou.

Na avaliação do senador, “Bolsonaro e Guedes querem que, mais uma vez, quem está na base da pirâmide social pague a conta”.

“Enquanto isso, o governo silencia sobre a taxação das grandes fortunas. A preocupação deles não é com justiça social e nem com distribuição de renda de verdade. O interesse é fazer marketing social tirando do bolso dos trabalhadores, sem mexer nos privilégios da elite”, finalizou.

O que diz a proposta?

A proposta de congelamento dos benefícios foi apresentada pelo secretário Waldery Rodrigues em entrevista ao portal G1. Ele afirmou que a ideia é que benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, sejam desvinculados do reajuste do salário mínimo e congelados nos próximos dois anos.

A ideia evitaria, por exemplo, a correção automática do piso de aposentadorias e pensões – que hoje não podem ser menores que o salário mínimo. A área econômica também apoia que os benefícios maiores fiquem congelados no período.

Segundo o secretário, embora isso esteja em discussão com a Casa Civil e com o Ministério da Cidadania, o governo Jair Bolsonaro ainda não fechou posição sobre o tema.

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