Centenas de iranianos se reuniram nesta terça-feira 7 em frente à usina termoelétrica de Kazeroon, na província de Fars, no sudoeste do país, formando uma corrente humana para proteger a instalação.
A mobilização ocorreu após um chamado do governo iraniano, transmitido pela TV estatal, que pediu à população que defendesse estruturas estratégicas, como usinas de energia. O ato acontece em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos.
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Imagens divulgadas pela agência iraniana Fars mostram pessoas com bandeiras e cartazes concentradas na entrada da usina, em demonstração de apoio ao regime.
A convocação foi feita por Alireza Rahimi, secretário do Conselho Supremo da Juventude e dos Adolescentes, que incentivou a participação de jovens, atletas, artistas, estudantes e professores. Segundo ele, as usinas representam “ativos e capital nacional” e precisam ser protegidas.
O movimento ocorre horas antes do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. O republicano ameaçou atingir infraestruturas como pontes e usinas caso não haja acordo até as 21h (horário de Brasília).
Essa não é a primeira vez que iranianos organizam correntes humanas em momentos de tensão internacional. Em ocasiões anteriores, manifestações semelhantes foram realizadas em torno de instalações nucleares.
Também nesta terça-feira, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que milhões de cidadãos estão dispostos a se sacrificar pelo país. Segundo ele, mais de 14 milhões de iranianos já manifestaram apoio à defesa nacional por meio de campanhas promovidas pelo governo.
As declarações e mobilizações reforçam o clima de confronto e indicam que não há, até o momento, sinais de recuo por parte do regime iraniano diante das pressões dos Estados Unidos.