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Economia

Indústria reage e amplia peso na economia potiguar, aponta Fiern

Participação do setor no PIB do Rio Grande do Norte sobe para 23,36%, impulsionada por exportações, empregos e expansão produtiva
Redação
26/05/2026 | 05:00

A indústria ampliou sua participação na economia do Rio Grande do Norte nos últimos anos e alcançou participação de 23,36% no Produto Interno Bruto (PIB) estadual, equivalente a cerca de R$ 21 bilhões. O avanço reforça o papel do setor como um dos principais motores da atividade econômica potiguar e ocorre em meio às celebrações do Dia da Indústria, nesta segunda-feira, 25.

Os dados foram compilados pelo Observatório da Indústria Mais RN, núcleo de inteligência estratégica da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), no Atlas da Indústria Potiguar.

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Participação da indústria no PIB potiguar agora é de 23,36%, o que equivale ao montante de R$ 21 bilhões - Foto: Assessoria/Fiern

Segundo o levantamento, a participação industrial no PIB estadual subiu de 20,7% para 23,36%, indicando que o segmento cresceu em ritmo superior ao da economia potiguar como um todo.

“A indústria está presente no nosso dia a dia. No café, na roupa que vestimos, no automóvel que andamos. Ela cria, transforma e movimenta nossa rotina”, afirmou o presidente da Fiern, Roberto Serquiz.

“O setor tem crescido nos últimos anos e tem sido um fator muito importante também no comércio exterior do Rio Grande do Norte, correspondendo a 68% das nossas exportações”, acrescentou.

As exportações industriais do estado somaram US$ 773 milhões no primeiro quadrimestre de 2026. Entre os principais produtos exportados estão petróleo, minérios, pescado e itens da indústria alimentícia, como doces e caramelos.

O setor também ampliou sua presença no mercado de trabalho. O número de vínculos formais ultrapassou 130 mil empregos, enquanto o salário médio pago pela indústria potiguar alcançou R$ 2.630, quase o dobro do salário-mínimo vigente.

De acordo com o analista do Observatório da Indústria, Pedro Albuquerque, a remuneração do setor gera impactos diretos sobre consumo e circulação de renda.

“Esse patamar salarial injeta na economia do Estado uma massa salarial estimada em R$ 4,4 bilhões, com efeitos multiplicadores sobre o comércio, os serviços e o consumo das famílias”, afirmou.

O levantamento também aponta expansão do parque industrial potiguar. O número de estabelecimentos ativos cresceu de aproximadamente 11,6 mil para 13,7 mil unidades, avanço próximo de 18% no período analisado.

Outro indicador acompanhado pela entidade mostra melhora na percepção empresarial. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) do Rio Grande do Norte atingiu 55,6 pontos, maior nível desde dezembro de 2024.

Para Roberto Serquiz, o Estado reúne potencial competitivo em diferentes segmentos industriais, mas ainda enfrenta entraves estruturais para ampliar investimentos.

“O grande gargalo atual é o licenciamento, mas temos discutido esse tema, que parece estar em uma reta final para envio da atualização da Lei do Licenciamento Ambiental. A norma é de 2004 e não abrange os potenciais produtivos que temos hoje”, disse.

“Precisamos que seja mais ágil e mais célere, para que quem já investe no estado possa ampliar a atuação, como também atrair investimentos para nosso estado”, acrescentou.

No cenário nacional, a indústria responde por 23,4% do PIB brasileiro e emprega 11,8 milhões de trabalhadores, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria. A entidade calcula que cada R$ 1 produzido pelo setor gera R$ 2,44 adicionais para a economia brasileira. “Não existe país forte nem economia forte sem uma indústria forte”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban. “O setor industrial se mostra imprescindível para o país superar obstáculos e buscar o caminho do crescimento.”