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Política

Haddad sai em defesa de Jaques Wagner e afirma: “Sou testemunha de que ele atuou contra o Master”

Ex-ministro da Fazenda diz que senador teria ajudado o governo a barrar interesses do Banco Master; declaração ocorre após operação da PF que teve Wagner como alvo
Redação
23/06/2026 | 13:13

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP) saiu nesta terça-feira 23 em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na última semana no âmbito da operação que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master.

Em declaração, Haddad afirmou ter atuado diretamente em articulação com o líder do governo no Senado e disse ser testemunha de sua posição contrária a medidas ligadas à instituição financeira.

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Ex-ministro afirmou ser “testemunha” de atuação de Jaques Wagner contra interesses do Banco Master em meio a investigação da PF Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Sou testemunha de que ele atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição. Posso depor onde ele quiser”, afirmou o ex-ministro.

Segundo Haddad, Wagner teria atuado no Congresso para barrar uma proposta legislativa relacionada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), conhecida como “Emenda Master”, após alinhamento com a equipe econômica do governo.

“Ele agiu contra o Master inclusive a meu pedido. Conversamos sobre essa emenda e eu expliquei a situação e a necessidade de votarmos contra. Ele entendeu, concordou e encaminhou a votação nesse sentido”, declarou.

O ex-ministro reforçou ainda que, na sua avaliação, o senador não atuou para favorecer o banco em discussões no Senado. “Jaques Wagner bloqueou os interesses do banco no Senado, e não o contrário”, disse.

Na semana passada, Wagner foi um dos alvos da operação da PF, que cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar. A investigação apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Após a operação, a defesa do senador contestou interpretações da investigação e afirmou que ele não atuou para beneficiar a instituição financeira. O caso segue sob análise das autoridades.