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Economia

Haddad fala em agenda de corte de gastos após pressão do mercado

Ministro afirmou que as equipes estão dando bastante força nesta pauta
Redação
14/06/2024 | 09:21

Em um momento de desconfiança do mercado com a política fiscal do País, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, fizeram nesta quinta-feira 13 um discurso em defesa da intensificação na agenda de revisão e corte de gastos. Eles tiveram uma reunião pela manhã para avançar nesse debate.

Haddad disse que já existe uma equipe focada na agenda de revisão de gastos, mas garantiu que haverá, a partir de agora, uma intensificação nos trabalhos, para que possa haver maior clareza na elaboração do Orçamento de 2025. “Vamos manter um ritmo mais intenso de trabalho este mês”, disse.

haddad e tebet
Ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento) durante entrevista coletiva em que prometeram corte de gastos daqui para a frente - Foto: Washington Costa / MF

O ministro afirmou que as equipes estão dando bastante força nesta pauta com uma reavaliação “ampla, geral e irrestrita das despesas do País”. “A equipe já está montada; o que pedimos foi intensificação dos trabalhos, para que, até o final de junho, possamos ter clareza do Orçamento de 2025, estruturalmente bem montado – para passar tranquilidade sobre o endereçamento das questões fiscais do País”, disse Haddad, lembrando que a peça orçamentária começa a ser montada no início de julho para ser enviada em agosto ao Congresso.

Tebet endossou o discurso e afirmou que, diferentemente do ajuste via receitas – que começou a se exaurir em meio ao princípio de não ter aumento de carga tributária –, existe hoje uma ampla margem para rever despesas. O cardápio de alternativas, segundo ela, ainda não foi levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro garantiu ainda que a Fazenda e o Planejamento estão “bastante” sintonizados nessa agenda. Ele afirmou que os gastos primário e tributários, além do gasto financeiro do Banco Central, precisam ser revistos. “(Agenda de gastos) está ganhando ao longo do tempo tração cada vez maior”, afirmou, ao reforçar que o Congresso tem apoiado esta pauta.