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Natal

Grupo voluntário que ajuda venezuelanos em Natal, precisa de doações

Atualmente o projeto necessita de doações de alimentos, material de higiene pessoal e de limpeza, além de voluntários
Redação
09/08/2022 | 15:20

Atualmente cerca de 40 venezuelanos, incluindo 20 crianças, são atendidos pelo corpo voluntário do Projeto Barnabé. Parte dos refugiados atendidos pelo projeto vive no CMEI Professora Marluce Carlos de Melo, no Bairro Potengi, já outro grupo mora em kitnets alugados. Os indígenas são da etnia Warao, que na língua nativa significa “povo da canoa”. Tradicionalmente são pescadores e coletores e suas comunidades de origem se organizam em casas de palafita nas zonas ribeirinhas.

O projeto foi fundado e é coordenado por Victor Acuña, um argentino naturalizado brasileiro que já vive no Brasil desde 1996, quando chegou em Belo Horizonte. Em 2001 veio para o Rio Grande do Norte e reside no Estado potiguar desde então. O Projeto realiza, entre outras ações, um trabalho assistencial e religioso junto a indígenas refugiados da Venezuela que chegaram em Natal fugindo da crise que assola o país vizinho. Segundo Victor, atualmente o projeto necessita de doações de alimentos, material de higiene pessoal e de limpeza, além de voluntários.
 
De acordo com o fundador, uma das dificuldades que os indígenas enfrentam é com relação à língua. Eles ainda não falam português, nem sequer o próprio espanhol. A língua por meio da qual eles se comunicam é o Warao. Diante disso, uma das ações do Projeto Barnabé consiste na alfabetização de crianças e adultos, por meio da Escola Warao Teribunoko, uma instituição itinerante de educação que vai até os venezuelanos para ensiná-los a língua portuguesa, bem como a cultura nordestina.
 
“Primeiramente atendemos às necessidades básicas, como alimentação, roupa, moradia, saúde física e espiritual. Também os ajudamos a ultrapassar as barreiras culturais, de modo que eles consigam se inserir na cultura brasileira e nordestina, neste caso específico”, explica o coordenador.
 
Serviço
Para ajudar o projeto, os interessados devem entrar em contato pelo telefone (84) 98115-9208. Contribuições financeiras devem ser enviadas através do pix acunav2019@gmail.com. Quem quiser trabalhar no projeto deve preencher um formulário cujo link consta em anexo no Instagram @oprojetobarnabe.

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Cerca de 40 venezuelanos, incluindo 20 crianças, são atendidos. Foto: Cedida

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