O Portal Vegan Business trouxe no início de julho uma reportagem especial sobre o Clube Laguna, localizado em Seridó Potiguar. O AGORA RN fez outra reportagem também no início deste mês, mostrando o Laguna como o primeiro time de futebol profissional vegano do Brasil. A combinação do veganismo e os esportes reúne respeito aos animais e uma vida mais saudável, pois uma dieta vegana equilibrada favorece a saúde e é indiscutível o quanto a atividade física pode auxiliar no nosso bem-estar.
A iniciativa foi criada por Gustavo Nabinger com outros sócios: “Dois dos três sócios-fundadores são veganos há anos e um está no caminho de se tornar, portanto, isso era um valor inegociável e algo natural quanto a criação da empresa. Não faria sentido o Clube oferecer alimentação de origem animal, bem como suplementação e insumos para a operação. Acreditamos que é uma oportunidade de desmistificar o veganismo no meio esportivo e despertar a consciência e reflexão na sociedade através do exemplo”, comentou Gustavo ao Vegan Business.

Vale destacar que o Clube será o segundo time de futebol vegano do mundo. O primeiro é o Forest Green Rovers, localizado na Inglaterra, tendo recebido em seu menu o selo Vegan Trademark da The Vegan Society no ano de 2017. Conforme apontou o Hypeness, apesar de nem todos os jogadores serem veganos, as refeições servidas aos mesmos são feitas com esses critérios em mente.
Gustavo Nabinger relatou ao Vegan Business que a iniciativa teve a primeira semente num projeto social em 2011, junto com a vontade de ver um clube profissional tratando o futebol como entretenimento e ferramenta de impacto socioambiental. “Desde o começo de 2021 passamos a estruturar a empresa, com o desenvolvimento do plano de negócios, estudos de mercado, etc. Agora o clube está filiado a Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) e é a primeira Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Rio Grande do Norte”, esclareceu.
O Clube Laguna se considera uma startup de impacto socioambiental através do entretenimento, com o futebol sendo seu principal produto. Algumas formas que pretendem causar impacto são ações alinhadas com seus valores: conectar atletas, entidades e comunidade; fazer ações de sustentabilidade e projetos sociais; fazer eventos dentro da comunidade; ações com patrocinadores e parceiros; educação e conscientização dos atletas; e usar as mídias sociais de forma intensa”.
A fase de estruturação contou com a contratação de uma equipe de consultoria em 2021 para realizar os sprints de negócios, bem como outra para fazer o branding. “Simultaneamente, realizamos estudos de mercado, localização, mapeamento de atletas em potencial e profissionais para o corpo técnico”, acrescentou Gustavo.
O Clube confirmou sua participação no Campeonato Potiguar de Futebol — Segunda Divisão (previsto para o início de outubro), com planos de iniciar os treinamentos na segunda quinzena de agosto.
VEGANISMO NOS ESPORTES.
Diversos esportistas adotam o veganismo, por exemplo: Marta (futebolista brasileira), Micky Papa (skatista canadense) Evelyn Santos (fisiculturista brasileira), Vivian Kong (esgrimista de Hong Kong), Alex Morgan (futebolista norte-americana), entre outros.
CARNE.
Conforme informações do Eu Atleta, em conversa com a nutricionista Luna Azevedo e o endocrinologista Yago Fernandes, após parar de comer carne por um mês existe uma melhora no humor, disposição e também no desempenho na atividade física. Já se o produto não for consumido durante um ano, há uma melhora nos estados antioxidantes e anti-inflamatórios, o que pode ajudar o sistema imunológico a se recuperar depois de feito o exercício físico. Por último, depois de dez anos sem consumir, há uma melhora na performance esportiva.
“Muitas pessoas poderiam performar melhor até sem carne e não sabem disso. Esse equivoco vem da supervalorização da proteína em detrimento de outros macro e micronutrientes. A proteína é de fato importante para o esporte, porém, ninguém nunca constatou e provavelmente isso não vai acontecer, de que a fonte proteica precisa vir da carne do animal. Pode ser obtida de qualquer fonte”, mencionou o nutrólogo Dr. Kaue Kranholdt ao Vegan Business.