Os Estados Unidos anunciaram a ampliação dos métodos permitidos para execução de condenados à morte no âmbito federal. A decisão, divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, autoriza o uso de pelotão de fuzilamento, além da retomada de injeções letais e da possibilidade de aplicação de asfixia por gás e choque elétrico.
A medida atende a uma diretriz do presidente Donald Trump e tem como objetivo ampliar e agilizar a aplicação da pena de morte no país.

Na prática, o governo federal deve seguir as regras dos estados, já que a legislação americana descentraliza a aplicação da pena capital. Atualmente, estados como Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah permitem execuções por fuzilamento.
A injeção letal segue como um dos métodos previstos no Código Penal dos EUA, embora tenha sido suspensa em diversos estados durante o governo de Joe Biden, após questionamentos sobre o sofrimento causado aos condenados. O atual governo classificou essas análises como equivocadas.
Segundo o comunicado oficial, a inclusão de novos métodos busca garantir que execuções possam ocorrer mesmo diante da indisponibilidade de medicamentos usados nas injeções letais.
Casos recentes evidenciam a diversidade de práticas no país. Em 2025, um condenado foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul. Já em 2024, o Alabama adotou a asfixia com gás nitrogênio, método que gerou críticas internacionais, inclusive da Organização das Nações Unidas, por possíveis impactos considerados desumanos.
A nova diretriz cumpre uma promessa de campanha de Trump de retomar e ampliar o uso da pena de morte no sistema federal. Durante seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, as execuções federais foram retomadas após duas décadas de interrupção.
Já na gestão Biden, houve redução no número de execuções e comutação de penas de condenados no corredor da morte federal, refletindo abordagens distintas entre os governos sobre o tema.