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Crime

Ginecologista é preso suspeito de abusar de pacientes durante consultas em Goiás

Investigação aponta ao menos 23 possíveis vítimas; defesa nega acusações e diz que médico é inocente
Redação
25/04/2026 | 17:09

Um médico ginecologista foi preso na quinta-feira 23 suspeito de cometer abusos contra pacientes durante consultas em Goiânia. Após audiência de custódia realizada na sexta-feira 24, a Justiça manteve a prisão preventiva de Marcelo Arantes e Silva.

De acordo com a Polícia Civil de Goiás, o profissional é investigado por uma série de crimes de estupro de vulnerável. Até o momento, 23 mulheres foram identificadas como possíveis vítimas — sendo 10 na capital e 13 no município de Senador Canedo.

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Médico investigado por abusos durante atendimentos foi preso e teve registro suspenso em Goiás Foto: Divulgação/PCGO

Segundo a investigação, os casos teriam ocorrido em consultórios e clínicas particulares. Em pelo menos uma das ocorrências, o Ministério Público de Goiás já apresentou denúncia à Justiça.

A delegada responsável pelo caso, Amanda Menuci, afirmou que o médico adotava um padrão de comportamento para ganhar a confiança das pacientes antes dos abusos. De acordo com os relatos, os atendimentos incluíam toques considerados indevidos, perguntas invasivas e, em alguns casos, práticas de cunho sexual durante as consultas.

Ainda segundo a polícia, as denúncias indicam que o investigado realizava exames sem o uso de luvas e fazia questionamentos sobre a vida íntima das pacientes. Há também relatos de práticas como sexo oral durante o atendimento.

A tipificação como estupro de vulnerável, conforme a investigação, se baseia na condição de vulnerabilidade das vítimas durante o atendimento médico, tanto física quanto psicologicamente, diante da autoridade exercida pelo profissional.

O médico permaneceu em silêncio durante o depoimento e está detido em unidade prisional em Senador Canedo.

Versão da defesa


A defesa de Marcelo Arantes e Silva afirma que ele é inocente e considera a prisão desnecessária. Os advogados informaram que irão recorrer da decisão e sustentam que o profissional já se afastou das atividades, além de estar colaborando com as investigações. A defesa também alega que o médico possui histórico ético e já foi absolvido em um dos processos citados.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que o registro do médico foi suspenso por decisão judicial. A polícia não descarta a existência de novas vítimas e divulgou o nome e a imagem do investigado para incentivar outras possíveis denúncias.

As investigações seguem em andamento.