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Política

Conselheiro de Trump diz que brasileiras são ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’

Paolo Zampolli deu declarações ofensivas durante entrevista à imprensa italiana e citou relação com ex-esposa brasileira
Redação
25/04/2026 | 13:29

O empresário Paolo Zampolli, aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar repercussão negativa ao detalhar declarações ofensivas contra mulheres brasileiras em entrevista à emissora italiana RAI.

Durante a conversa, ao comentar seu histórico com a ex-esposa, a modelo Amanda Ungaro, Zampolli afirmou que “mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo” e reforçou a ideia ao dizer que não se tratava de um caso isolado. Questionado por um jornalista se esse comportamento teria origem genética, respondeu que as brasileiras seriam “programadas”, negando em seguida que estivesse se referindo à extorsão, mas insistindo que seriam “programadas para causar confusão”.

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Paolo Zampolli durante evento; declarações geraram críticas por teor ofensivo contra mulheres brasileiras Foto: Reprodução/X

Em outro momento da entrevista, ao mencionar uma amiga de sua ex-companheira, identificada apenas como “Lidia”, o empresário voltou a utilizar termos ofensivos e ampliou os ataques, fazendo xingamentos e generalizações contra mulheres brasileiras.

As declarações ocorrem em meio a uma disputa judicial entre Zampolli e Ungaro pela guarda do filho de 15 anos. A brasileira acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica.

O caso também envolve desdobramentos na área migratória. Reportagem do The New York Times aponta que Zampolli teria atuado para influenciar a deportação da ex-esposa após a prisão dela em Miami, em 2025. Segundo o veículo, ele entrou em contato com um alto funcionário do ICE, indicando que Ungaro estaria em situação irregular.

Ainda de acordo com a publicação, o caso teria sido tratado como de interesse de alguém próximo à Casa Branca, o que levou agentes do órgão a buscarem Ungaro antes que ela fosse liberada sob fiança. Ela foi colocada sob custódia do ICE e posteriormente deportada para o Brasil.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmou, em nota, que a deportação ocorreu por motivos legais — como visto vencido e acusações de fraude — e negou qualquer interferência política.

Atualmente no Brasil, Amanda Ungaro afirma acreditar que a atuação do ex-marido foi determinante para sua deportação. Ela também relatou que, durante o relacionamento, teria recebido promessas de casamento e de estabilidade migratória por parte de Zampolli.

As declarações do empresário geraram forte repercussão internacional e críticas pelo teor ofensivo e pelas generalizações dirigidas às mulheres brasileiras.